terça-feira, 24 de novembro de 2009

CAPITULO 14

Voltei para casa e, quando minha madrinha chegou, resolvi ir falar com ela sobre o que o meu pai me falou.
-Oi, tudo bem?
-Tudo, madrinha a gente pode conversar?
-Podemos sim, sobre o que? Aconteceu alguma coisa?
-Tipo, hoje meu pai me ligou e pediu para nos encontrar-mos, eu fui e no meio da conversa ele soltou que você também gosta de mulher. É verdade?
-É. Eu não sabia se devia contar então fiquei na minha. - Ela ficou extremamente sem graça.
-Desculpa me intrometer, é que eu fiquei curiosa, não sabia, por isso eu perguntei. - Também fiquei sem graça.
-Não, tudo bem.
-Eu posso fazer uma pergunta?
-Pode. O que é?
-Você era apaixonada pela minha mãe?
-Que? - Ela ficou surpresa com minha pergunta.
-Meu pai falou que achava que você era apaixonada por ela.
-Não, sua mãe sempre foi minha amiga, uma das melhores, era muito especial. É que seu pai nunca gostou de mim porque eu sou lésbica, essa é a verdade.
-E porque ele acharia que você era apaixonada por ela?
-Como já disse eu e sua mãe éramos muito amigas, muito mesmo, gente dormíamos na casa uma da outra nos tempos de colégio, nos trocávamos uma na frente da outra, já chegamos a tomar banho juntas, mas tudo na inocência, ela era como uma irmã. Ele deve ter confundido tudo.
-Mas era só amizade, mesmo?
-Lógico, eu e sua mãe éramos SÓ amigas. Eu a conheci na escola.
-Então você conheceu a Fabiana?
-A Fabi? Claro, éramos super amigas, inseparáveis. E cá entre nós, a Fabi, sim sempre foi afim da sua mãe.
-Ela me falou isso também.
-Falou? Você conhece ela? Como?
-É, então eu conheço, tipo quando eu li o diário da minha mãe...
-Você leu o diário da sua mãe?
-É.
-E ela tinha um? - Perguntou com uma cara estranha, não entendi aquele olhar.
-Tinha. Você não sabia?
-Não. Mas como você conheceu ela?
-Então eu li sobre ela no diário, e fui procurá-la, pra saber se ela sabia alguma coisa da morte da minha mãe.
-Mas foi dito que ela se matou.
-Mas eu não acredito nisso, nem ela, nem meu pai.
-E vocês acreditam em que?
-Que ela foi assassinada, ela não faria isso, tinha muitos planos, os dois acharam o mesmo.
-Vai ver todos esses problemas da separação, que estava passando, deve ter deixado ela confusa, sei lá.
-Não eu não acredito nisso, eu li o diário dela todo daquele ano, parecia estar feliz apesar dos problemas com meu pai, não parecia em nenhum momento estar confusa.
 A campainha tocou e minha madrinha foi ver quem era.
-Oi, por favor, a Renata está? - Ouvi de longe.
-Está sim, você é a...?
-Fernanda.

2 comentários:

  1. Ta tomando um rumo essa historia
    uhauhaua
    p mim td mundo ja ta virando suspeito ate q se prove o contrario rs

    bjao Biaaaa

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Nossa Pernudaa...como vx eh pessimistaa... Vx Precisa confia mais nas pessoas.. =D
    huasuhashuuhas

    Bjão Linda

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