Fui para casa da minha madrinha, sabia que me aceitaria, ela sempre soube, sempre foi minha amiga, contei pra ela assim que fiquei a primeira vez com uma garota.
Toquei a campainha e minha madrinha ficou surpresa em me ver.
-Renata? Que surpresa! - Exclamou.
-Madrinha, posso ficar aqui, pelo menos por um tempo? - Implorei.
-Entra, seu pai descobriu, né? - Adivinhou.
-É, e eu acabei saindo de casa, então eu posso ficar aqui? - Perguntei, aflita.
-Claro, que pergunta! Mas me conta como tudo aconteceu. - Pediu ela.
Contei o que tinha acontecido no banheiro, na diretoria, e da discussão com meu pai. Ela ouviu tudo paciente.
-Nossa, você também tinha que dar esse mole? - Brincou.
-Mas não foi nada planejado. - Expliquei.
-Sei, mas você sabe o que aconteceu com sua namorada? - Ela perguntou, inocente.
-Ela não é minha namorada. - Avisei.
-É o que? - Quis saber.
-Nada. - Falei.
-Nada? Vocês passaram a noite juntas, foram pegas transando, e você fala que ela não é nada sua? - Perguntou incrédula.
-É foi só uma garota que aconteceu de eu ficar, nada de mais. - Disse displicente.
-Ela sabe disso? - Perguntou, curiosa.
-Sei lá. - Disse confusa.
-Ela gosta de você? - Minha madrinha continuou.
-Sei lá, tipo ah sei lá. - Não sabia o que dizer.
-E você gosta dela? - Perguntou.
-Não, não perco mais meu tempo me apaixonando! - Afirmei
-E por que você disse que a culpa de tudo era sua? Se não gostasse dela não tinha feito isso. - Pressionou.
-Só não achei certo ela tomar bronca, até porque fui eu mesmo que dei em cima dela. - Confessei.
-Mesmo assim, se não gostasse dela você não teria feito isso. - Continuou.
-Aonde você quer chegar? - Perguntei, desconfiada.
-Até a parte que você confessa que gosta dela, e por isso fez tudo. - Esclareceu.
-Madrinha ela é muito diferente, mesmo que eu ainda tivesse a ilusão de me apaixonar, ela não seria do tipo que eu me apaixonaria. Ela é uma patricinha, que não tem nada na cabeça. - Expliquei.
-E qual é o tipo de garota que você se apaixonaria? - Quis saber.
-Nenhuma, eu não sou do tipo de garota que se apaixona, já disse, eu sou do tipo que só quer curtir. Não quero e nem vou nunca me apaixonar. Pra que pra ficar sofrendo feito idiota? Não, isso não é pra mim. - Deixei claro.
-Por que tanto medo de se apaixonar? - Perguntou, curiosa.
-Não é medo. Eu não tenho medo de nada. - Afirmei.
-Comigo? Você sabe que não precisa fazer esse personagem comigo. - Me falou.
-Personagem? - Estranhei.
-É, se faz de forte e tal, mas no fundo é só uma menina que tem medo de se passar por fraca. Me fala a verdade, você gosta dela? - Disse com ar superior.
-Madrinha, ela é muito diferente de mim, só pensa em fica bonita, não tem nada na cabeça, mas é bem maluquinha, você acredita que ela colocou um globo no meio do salão, pra todos assinarem, porque ela vai deixar no pátio da escola como recordação, ela é meio louca. - Contei.
-E você ainda tem coragem de falar que não gosta dela? - Zombou.
-Por quê? - Não entendi a pergunta dela.
-Olha só a cara que você faz quando fala nela, está escrito na sua testa. - Zombou.
-Do que você está falando? - Perguntei indignada.
-Da sua cara de apaixonada.
-Madrinha você está bem?
-Eu? Eu estou ótima. Liga pra ela e vê se está bem. - Pediu.
-Mas não tenho o numero dela. - Avisei.
-Liga pra alguma amiga dela, e tenta descobrir.
-Tá, vou ligar pra Lê, talvez ela tenha.
-Alô? - Disse a voz do outro lado.
-Alô? Leandra sou eu, tudo bem? - Avisei.
-To sim e você?
-Pode-se dizer que eu to bem.
-Como foi com o seu pai? - Quis saber.
-Ah ele me expulsou de casa. - Disse em tom totalmente displicente.
-Que? E você está aonde? - Disse, preocupada.
-Na casa da minha madrinha, eu to aqui agora. - Informei.
-Ah, e você vai continuar lá na escola?
-Provavelmente, deixa eu te perguntar, você tem o telefone da Fernanda?
-Acho que sim, por quê?
-Eu quero saber o que aconteceu com ela. - Expliquei.
-Tá! Eu vou ver aqui se eu ainda tenho. - Me avisou.
-Está bem.
-Você vai pra escola amanhã?
-Vou, não vou parar minha vida por causa disso.
-Ó esse é o numero, anota ai...
-Beleza, obrigada, Lê.
-Amanhã você tem muita coisa pra me falar viu! - Me avisou.
-Pode deixar, eu te explico tudo amanhã. Beijão.
-Outro. Tchau.
-Alô? - Uma voz feminina no telefone.
-Alô, por favor, a Fernanda? - Pedi.
-É ela, quem está falando?
-Oi Fernanda, sou eu, a Renata. To ligando pra saber como você está depois de tudo aquilo!
-Até que eu to bem, peguei um mês de castigo, mas foi só, e uma conversa com minha mãe. - Fiquei mais tranquila.
-Ela ficou muito brava com você?
-Só por eu ter transado no banheiro da escola, mas quanto eu ser homo, ela respeitou minha opção, ficou surpresa, mas me deu mó força. E você como foi com o deu pai? Ele tava bem nervoso lá na escola.
-Eu sai de casa. - Contei.
-O que? - Ela ficou preocupada.
-Ele mandou eu escolher entre continuar lésbica e sair de casa ou virar hétero e poder continuar na casa dele, então eu sai de casa. - Resumi.
-E você está aonde?
-Na casa da minha madrinha, ela já sabia e sempre me apoiou.
-Nossa eu não sabia que seu pai era assim!
- Foi o que eu te disse, você saber que eu sou lésbica não é grande coisa, existem muitas coisas que você não sabe. Bom, mas eu liguei pra ver se tava tudo bem, pelo visto está. Então eu vou indo, ainda tenho que arrumar minhas coisas aqui.
-Tá bem! Você vai continuar estudando lá na escola?
-Provavelmente.
-Você vai amanhã?
-Acho que sim, por quê?
-Porque eu não sei se eu vou. To pensando em sair de lá. - Me confessou.
-Por quê?
-Por quê? Mó vergonha, porque amanhã todo mundo já vai está sabendo.
-E daí?
-E daí que vai estar todo mundo falando disso.
-Foda-se, ninguém tem nada a ver com o que aconteceu, a vida é sua, você faz o que bem entender dela. E se sair de lá aí sim vai dar mais motivo pra todo mundo falar. Vai, e se alguém falar merda, manda se ferrar. Seus pais que são os principais já sabem, você não tem que ficar se escondendo por medo do que os outros vão pensar.
-Talvez você tenha razão. Eu vou amanhã.
-Então eu te vejo lá, até amanhã.
-Até. Tchau.
-Então como ela está? - Minha madrinha quis saber.
-Está bem, só pegou um mês de castigo.
-Sabe, eu estava ouvindo a conversa, você devia seguir o mesmo conselho que deu pra ela: Parar de se preocupar com que os outros pensam, e se preocupar com o que você pensa.
-E quem disse que eu me preocupo? A diferença é que eu deixo os meus pensamentos e problemas pra mim, eu não preciso sair espalhando e me fazer de coitadinha. - Expliquei.
-Você não sente falta de um amigo que possa te aconselhar quando você precisar?
-Eu já tenho você. - Informei.
-Mas você não me conta tudo sobre a sua vida, tem muitas coisas que eu não sei de você.
-É que só falo o necessário. Tem coisas que não preciso sair contando pros outros, e essas coisas eu guardo pra mim.
-Mas você não se sentiria melhor se pudesse desabafar com alguém?
-Eu já disse, eu tenho você, e quanto a desabafar com alguém, fiquei bem até hoje, não tenho por que mudar. - Finalizei.
-Bom, você que sabe, eu não vou ficar insistindo. Agora vai arrumar suas coisas e se acomodar.
-Tá bem.
-Você só tem isso?!?
-Tem mais coisa na casa do meu pai, mas eu vou deixar pra pegar depois.
-Ah tá. Agora vai arrumar suas coisas e descansa um pouco, por que não deve ser muito bom dormir no chão do banheiro. - Brincou.
-É, é meio desconfortável. É um tanto quanto duro eu diria. - Entrei na brincadeira.
-Mas a companhia tava boa, né? Ela me provocou.
-Vai começar de novo? - Perguntei fechando a cara.
-Tá bem eu paro, mas não deixa de ser verdade. - Dessa vez ela que finalizou.
-Você perdeu o medo da morte? - Brinquei.
-E eu já tive isso?
-Mereço.
-Vai lá. Eu vou começar a preparar a janta.
Subi pro quarto, e arrumei minhas coisas. Fiquei pensando na Fernanda, se estaria bem, se iria à escola no dia seguinte, e cheguei à conclusão que o melhor era me afastar, assim ela poderia voltar a ter a mesma reputação de antes.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
CAPITULO 4
-Que pouca vergonha, duas alunas de sem vergonhice no banheiro da escola, se vistam e vamos à diretoria, vou ligar para os pais de vocês.
Quando sai, vi a Leandra e a Gaby amiga da Fernanda, mais uma inspetora junto com a diretora.
-Como a senhora achou a gente? - A Fernanda perguntou.
-A Gabriela me avisou que você havia desaparecido, e outra aluna já havia nos avisado que essa porta estava ruim, e decidi vir aqui ver se vocês estavam aqui.
-Desculpa diretora, não foi nossa intenção tudo isso, simplesmente aconteceu. - A Fernanda falou apavorada.
-Isso a gente vai conversar lá na diretoria dona Fernanda. - Disse nervosa.
Fomos até a diretoria, lá a diretora ligou pro meu pai e em seguida para a casa da Fernanda. Após um tempo meu pai chegou à escola.
-Seu Edgard, por favor, entre. Tudo bem? - A diretora cumprimentou meu pai.
-Oi, a senhora podia me explicar o que minha filha aprontou dessa vez? - Meu pai falou com claro nervosismo.
-Claro, mas deixe os pais da Fernanda chegarem. Eles não demoram. - Pediu.
-Licença, Dona Suzana. - Uma voz masculina na porta chamou.
-Claro Seu Ricardo, Dona Aurora, por favor sentem. - A diretora cumprimentou.
-O que aconteceu? O que minha filha aprontou dessa vez? - Meu pai perguntou de novo.
-O que aconteceu Seu Edgard é que, como é do conhecimento de vocês, ontem ocorreu uma festa no salão da escola, e, durante a festa, a Fernanda e a Renata sumiram, e hoje nós as encontramos no banheiro da escola, que não era pra ser usado, nós informamos a todos os alunos que era pra usar somente o banheiro do salão, mas as duas não respeitaram nossas ordens, e usaram o banheiro que estava proibido...
-A senhora me chamou aqui pra falar que elas usaram um banheiro que não era pra ser usado? - Meu pai interrompeu, impaciente.
-Não, Seu Edgard, o que aconteceu é que hoje nós encontramos as duas no banheiro, em uma cena constrangedora tanto pra nós quanto pra elas. - A diretora explicou, sem graça.
-Que cena? - Perguntou o pai da Fernanda.
-Digamos, que elas estavam um tanto quanto intimas. - Claramente sem graça.
-A senhora pode ser mais explicita? - Pediu Dona Aurora.
-Bom, Dona Aurora, a porta estava emperrada, e quando nós entramos, eu, uma amiga da Renata, uma amiga da Fernanda e uma inspetora, elas estavam nuas, mantendo relações...
-Renata, já pra casa! - Meu pai interrompeu, se levantando.
-E se eu não quiser? - Desafiei.
-Eu não acredito que você fez isso! Sua mãe deve estar morrendo de vergonha da filha, uma lésbica. Sua mãe jamais aceitaria uma coisa dessa, era uma santa...
-Você está esquecendo que eu não sou ela. - Lembrei.
-Já pra casa. Agora. - Berrou.
-Eu vou se eu quiser. - Afirmei.
-Me respeita, eu sou seu pai! - Ele ordenou.
-Se você merecesse meu respeito eu te respeitaria! - Retruquei.
-Por favor, Seu Edgard, se acalme. - Pediu a diretora.
-Olha, a senhora já fez o seu dever que era me informar o que aconteceu, agora é comigo! - Rosnou.
-Fernanda, isso é verdade, você estava com... Com ela? - Perguntou sua mãe.
-Mãe, não era pra acontecer. Aconteceu, estávamos a sós no banheiro e aconteceu! - Tentou se explicar.
-Olha Dona Aurora a culpa foi minha, não briga com ela, não. Eu que dei em cima dela, ela não teve culpa de nada. - Eu interrompi, tentando amenizar a situação da Fernanda.
-Se ela não quisesse, não tinha acontecido Renata. - Retrucou o Seu Ricardo.
-Eu sei, mas eu que dei o primeiro passo. Entende? - Insisti.
-Pode deixar, só vamos querer conversar sério com ela. - Me acalmou o Seu Ricardo.
-Mas como vocês se encontraram no banheiro? - Perguntou a Dona Aurora.
-O banheiro do salão estava cheio e decidi ir ao banheiro da escola, mesmo sabendo que era proibido. Quando cheguei lá, ela já estava, e quando eu ia sair ela disse que a porta estava emperrada, ai ficamos presas. - Explicou a Fernanda.
-E por que não usaram o celular pra chamar alguém? - Perguntou a Dona Suzana.
-Porque eu tinha deixado meu celular com a Gaby, e o dela estava com a Leandra. - Contou a Fernanda.
-Vamos Renata. - Chamou meu pai, puxando meu braço.
-Larga meu braço. - Mandei.
-Anda logo, a conversa vai ser entre eu e você lá em casa. - Ele me avisou.
-Eu vou, mas me larga, eu sei o caminho de casa. - Rosnei.
-Então anda. - Mandou.
No carro ficamos calados durante o caminho todo. Quando chegamos em casa:
-Senta ai. - Ele mandou.
-Vai vir com qual sermão hoje? - Desafiei.
-Me fala que você não é lésbica e que aquilo foi uma invenção da diretora. - Implorou ele.
-Se você quiser que eu minta. - Avisei.
-Não vai ser a primeira vez. - Retrucou.
-Nem a ultima. Novidade querido paizinho, sua filha é lésbica, cola velcro. Satisfeito? - Provoquei.
-Ainda bem que sua mãe não está aqui pra ouvir essa atrocidade. - Exclamou.
-Sorte dela não ter que te aturar mais. - Soltei.
-Olha como você fala comigo. - Rosnou.
-Do jeito que você merece. - Desafiei.
-Você vai parar com essa falta de vergonha. - Não era um pedido, e sim uma ordem.
-Eu acho que não. - Desfiei
-Você vive às minhas custas, e enquanto morar de baixo do meu teto vai ter que me respeitar. - Me avisou.
-Por que eu começaria agora? - Perguntei em tom de deboche.
-Você decide: ou faz o que eu mando, ou sai de casa. Por que não vou aceitar uma lésbica morando dentro de casa. - Me encurralou.
-Então eu vou arrumar minhas coisas. - Avisei.
-E vai pra onde? Pra debaixo da ponte? - Zombou ele.
-Qualquer lugar que eu não tenha que ver a sua cara nunca mais. - Falei.
-Você vai passar fome. Pára com essa besteira e me obedece, aqui você tem um teto, tem comida. - Falou.
-Aonde eu vou também tem. - Afirmei.
-E aonde é? Pra casa da sua namoradinha? - Ele zombou.
-Isso não é da sua conta, por que a partir do momento que você me expulsou de casa eu não tenho que te dar satisfação do que eu faço ou deixo de fazer. - Rosnei.
-Mas eu em nenhum momento te expulsei de casa. Eu te dei duas opções, é só você fazer a escolha certa.
- Eu já escolhi, to me livrando de você. - Disse decidida.
-Você vai se arrepender, você vai passar fome, vai virar uma mendiga de rua. Ninguém vai aceitar você quando souberem que você é uma lésbica. - Disse.
-Você acha realmente que eu não tenho pra onde ir? Querido, só você que não sabia do que eu gosto. - Contei a ele.
-O que você está querendo dizer? - Perguntou.
-Que todo mundo já sabe de mim, você foi o ultimo a saber. Agora dá licença que eu vou arrumar minhas coisas. - E saí.
Subi pro meu quarto, e arrumei minhas coisas, mais tarde desci com minhas roupas.
-Olha, eu só estou levando minhas roupas, depois eu volto pra pegar o resto, mas não se preocupa, que eu vou voltar quando você não estiver em casa. - Consolei ele.
-Me fala pra onde você vai. - Pediu.
-Não. Tchauzinho. Depois eu dou um jeito de devolver a chave. - Avisei.
Quando sai, vi a Leandra e a Gaby amiga da Fernanda, mais uma inspetora junto com a diretora.
-Como a senhora achou a gente? - A Fernanda perguntou.
-A Gabriela me avisou que você havia desaparecido, e outra aluna já havia nos avisado que essa porta estava ruim, e decidi vir aqui ver se vocês estavam aqui.
-Desculpa diretora, não foi nossa intenção tudo isso, simplesmente aconteceu. - A Fernanda falou apavorada.
-Isso a gente vai conversar lá na diretoria dona Fernanda. - Disse nervosa.
Fomos até a diretoria, lá a diretora ligou pro meu pai e em seguida para a casa da Fernanda. Após um tempo meu pai chegou à escola.
-Seu Edgard, por favor, entre. Tudo bem? - A diretora cumprimentou meu pai.
-Oi, a senhora podia me explicar o que minha filha aprontou dessa vez? - Meu pai falou com claro nervosismo.
-Claro, mas deixe os pais da Fernanda chegarem. Eles não demoram. - Pediu.
-Licença, Dona Suzana. - Uma voz masculina na porta chamou.
-Claro Seu Ricardo, Dona Aurora, por favor sentem. - A diretora cumprimentou.
-O que aconteceu? O que minha filha aprontou dessa vez? - Meu pai perguntou de novo.
-O que aconteceu Seu Edgard é que, como é do conhecimento de vocês, ontem ocorreu uma festa no salão da escola, e, durante a festa, a Fernanda e a Renata sumiram, e hoje nós as encontramos no banheiro da escola, que não era pra ser usado, nós informamos a todos os alunos que era pra usar somente o banheiro do salão, mas as duas não respeitaram nossas ordens, e usaram o banheiro que estava proibido...
-A senhora me chamou aqui pra falar que elas usaram um banheiro que não era pra ser usado? - Meu pai interrompeu, impaciente.
-Não, Seu Edgard, o que aconteceu é que hoje nós encontramos as duas no banheiro, em uma cena constrangedora tanto pra nós quanto pra elas. - A diretora explicou, sem graça.
-Que cena? - Perguntou o pai da Fernanda.
-Digamos, que elas estavam um tanto quanto intimas. - Claramente sem graça.
-A senhora pode ser mais explicita? - Pediu Dona Aurora.
-Bom, Dona Aurora, a porta estava emperrada, e quando nós entramos, eu, uma amiga da Renata, uma amiga da Fernanda e uma inspetora, elas estavam nuas, mantendo relações...
-Renata, já pra casa! - Meu pai interrompeu, se levantando.
-E se eu não quiser? - Desafiei.
-Eu não acredito que você fez isso! Sua mãe deve estar morrendo de vergonha da filha, uma lésbica. Sua mãe jamais aceitaria uma coisa dessa, era uma santa...
-Você está esquecendo que eu não sou ela. - Lembrei.
-Já pra casa. Agora. - Berrou.
-Eu vou se eu quiser. - Afirmei.
-Me respeita, eu sou seu pai! - Ele ordenou.
-Se você merecesse meu respeito eu te respeitaria! - Retruquei.
-Por favor, Seu Edgard, se acalme. - Pediu a diretora.
-Olha, a senhora já fez o seu dever que era me informar o que aconteceu, agora é comigo! - Rosnou.
-Fernanda, isso é verdade, você estava com... Com ela? - Perguntou sua mãe.
-Mãe, não era pra acontecer. Aconteceu, estávamos a sós no banheiro e aconteceu! - Tentou se explicar.
-Olha Dona Aurora a culpa foi minha, não briga com ela, não. Eu que dei em cima dela, ela não teve culpa de nada. - Eu interrompi, tentando amenizar a situação da Fernanda.
-Se ela não quisesse, não tinha acontecido Renata. - Retrucou o Seu Ricardo.
-Eu sei, mas eu que dei o primeiro passo. Entende? - Insisti.
-Pode deixar, só vamos querer conversar sério com ela. - Me acalmou o Seu Ricardo.
-Mas como vocês se encontraram no banheiro? - Perguntou a Dona Aurora.
-O banheiro do salão estava cheio e decidi ir ao banheiro da escola, mesmo sabendo que era proibido. Quando cheguei lá, ela já estava, e quando eu ia sair ela disse que a porta estava emperrada, ai ficamos presas. - Explicou a Fernanda.
-E por que não usaram o celular pra chamar alguém? - Perguntou a Dona Suzana.
-Porque eu tinha deixado meu celular com a Gaby, e o dela estava com a Leandra. - Contou a Fernanda.
-Vamos Renata. - Chamou meu pai, puxando meu braço.
-Larga meu braço. - Mandei.
-Anda logo, a conversa vai ser entre eu e você lá em casa. - Ele me avisou.
-Eu vou, mas me larga, eu sei o caminho de casa. - Rosnei.
-Então anda. - Mandou.
No carro ficamos calados durante o caminho todo. Quando chegamos em casa:
-Senta ai. - Ele mandou.
-Vai vir com qual sermão hoje? - Desafiei.
-Me fala que você não é lésbica e que aquilo foi uma invenção da diretora. - Implorou ele.
-Se você quiser que eu minta. - Avisei.
-Não vai ser a primeira vez. - Retrucou.
-Nem a ultima. Novidade querido paizinho, sua filha é lésbica, cola velcro. Satisfeito? - Provoquei.
-Ainda bem que sua mãe não está aqui pra ouvir essa atrocidade. - Exclamou.
-Sorte dela não ter que te aturar mais. - Soltei.
-Olha como você fala comigo. - Rosnou.
-Do jeito que você merece. - Desafiei.
-Você vai parar com essa falta de vergonha. - Não era um pedido, e sim uma ordem.
-Eu acho que não. - Desfiei
-Você vive às minhas custas, e enquanto morar de baixo do meu teto vai ter que me respeitar. - Me avisou.
-Por que eu começaria agora? - Perguntei em tom de deboche.
-Você decide: ou faz o que eu mando, ou sai de casa. Por que não vou aceitar uma lésbica morando dentro de casa. - Me encurralou.
-Então eu vou arrumar minhas coisas. - Avisei.
-E vai pra onde? Pra debaixo da ponte? - Zombou ele.
-Qualquer lugar que eu não tenha que ver a sua cara nunca mais. - Falei.
-Você vai passar fome. Pára com essa besteira e me obedece, aqui você tem um teto, tem comida. - Falou.
-Aonde eu vou também tem. - Afirmei.
-E aonde é? Pra casa da sua namoradinha? - Ele zombou.
-Isso não é da sua conta, por que a partir do momento que você me expulsou de casa eu não tenho que te dar satisfação do que eu faço ou deixo de fazer. - Rosnei.
-Mas eu em nenhum momento te expulsei de casa. Eu te dei duas opções, é só você fazer a escolha certa.
- Eu já escolhi, to me livrando de você. - Disse decidida.
-Você vai se arrepender, você vai passar fome, vai virar uma mendiga de rua. Ninguém vai aceitar você quando souberem que você é uma lésbica. - Disse.
-Você acha realmente que eu não tenho pra onde ir? Querido, só você que não sabia do que eu gosto. - Contei a ele.
-O que você está querendo dizer? - Perguntou.
-Que todo mundo já sabe de mim, você foi o ultimo a saber. Agora dá licença que eu vou arrumar minhas coisas. - E saí.
Subi pro meu quarto, e arrumei minhas coisas, mais tarde desci com minhas roupas.
-Olha, eu só estou levando minhas roupas, depois eu volto pra pegar o resto, mas não se preocupa, que eu vou voltar quando você não estiver em casa. - Consolei ele.
-Me fala pra onde você vai. - Pediu.
-Não. Tchauzinho. Depois eu dou um jeito de devolver a chave. - Avisei.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
CAPITULO 3
-Nossa que sorte a minha. - Ela exclamou.
-Gostando da festa, Fernanda? - Perguntei com uma falsa simpatia.
-Muito, até ver você, Renata. - Ela rosnou.
-Pra que tanto rancor no seu coraçãozinho? - Zombei dela.
-Dá licença? - Pediu ela ignorante.
-Toda. - Continuava com minha falsa simpatia.
Quando eu fui sair, percebi que a porta estava emperrada. Nessa hora ela saiu da cabine do banheiro e disse:
-Que foi? Me esperando pra sair?Não precisava. - Ela disse em tom de deboche.
-Não, minha querida, essa merda ta emperrada, porque eu fui cismar de vir nesse banheiro? Devia ter ido ao banheiro do salão. - Reclamei.
-Você está brincando? - Perguntou ela assustada.
-Claro, eu armei tudo só pra ficar aqui com você. - Ironizei.
-Vai saber, com as coisas que eu já escutei sobre você... - Ela provocou.
-O que você ouviu, hein? - Perguntei sem entender aquela conversa.
-Nada, vem cá porque você implica tanto comigo? O que eu te fiz? - Ela quis saber.
-Seu jeito,me dá nervoso. - Confessei.
-Nervoso por quê? - Ela perguntou, sem entender.
-Sei lá. Acho que você poderia se interessar por coisas que valham realmente à pena.
-Como você pode dizer isso?Você nem me conhece. - Ela reclamou.
-Olha sinceramente agora não é hora pra gente discutir relação, você está com seu celular? Liga pra alguém vir abrir essa porta.
-Você ta louca? Esse banheiro ta proibido hoje, se alguém descobre a gente estamos ferrada. – Disse ela.
-E você quer ficar aqui até segunda? Sem comer, nem beber? - Perguntei nervosa.
-Nem que eu quisesse, meu celular está com a Gaby. - Me contou.
-Ô meu ovo, e agora? - Exclamei.
Tava começando a ficar realmente preocupada, ninguém iria vir aqui hoje, tava proibido.
-Vamos tentar abrir. - Ela disse.
-Não dá. - Falei impaciente.
-Ai nossa como você é pessimista. Se você não quer tentar, eu vou tentar sozinha. - Falou ela resignada.
-Vai em frente. - Desafiei.
-Não está abrindo, ai... - Ela se afastou da porta.
-Se machucou? - Perguntei.
-Minha unha virou. - Reclamou ela.
-Isso dói. - Soltei.
-É não precisa me dizer, eu já percebi isso. - Disse ela de mau humor.
-Vem cá, deixa eu ver essa unha. - Chamei.
-Que droga, a festa tava tão boa, e agora eu estou presa nesse banheiro com uma menina que desde que me conheceu não gosta de mim. - Ela reclamou.
-Quem disse que eu não gosto de você?
-E alguém precisa dizer?
-Ninguém nunca ouviu isso da minha boca. - Avisei.
-Você está me dizendo que você gosta de mim? - Perguntou ela incrédula.
-Tipo, eu só acho que você às vezes é meio fútil. Assim como você disse que ouviu coisas sobre mim, eu também ouvi coisas de você, e não gostei do que eu ouvi.
-Aff... Você não sabe quem eu sou, você sequer me deu oportunidade de te mostrar, e agora você quer me dar lição de moral?!? Já vi que eu não me enganei sobre você, que se acha melhor do que todos, se acha a dona da verdade. Mas você não é, só que não pode aceitar isso, não é mesmo? Você abaixa a cabeça pra alguém? Jamais! Antes de você querer falar de mim olha pra você mesma.
-Do mesmo jeito que você disse que eu não te conheço, você também não me conhece, não sabe nada da minha vida, não sabe o que já passei, o que já aguentei, então você não fala de mim, por que você não sabe nada de mim.
-Eu sei mais do que você imagina! - Disse ela como se tivesse um tesouro escondido.
-Tipo o que? - Perguntei.
-Que você gosta de garotas e não de garotos. - Disse isso como se isso fosse me abalar.
-Grande bosta, você também! - Revelei.
-O que? - Ela se assustou.
-Sábado eu te vi com uma garota, você acha que isso ia ser segredo pra mim? - Perguntei, zombando.
-Você contou pra alguém? - Ela perguntou preocupada.
-Não, eu não tenho porque sair espalhando alguma coisa sobre você, você faz o que achar melhor, e eu também. Vem cá, mas como você descobriu sobre mim? - Perguntei, abismada com o que ela me revelou.
-Eu fui atrás do seu passado, e descobri. - Confessou ela.
-Ah então você foi atrás das minhas histórias? Por quê? - Achei estranho.
-Porque sim. - Ela disse, sem graça.
-Já sei. Você é afim de mim? - Zombei.
-Nossa que idéia. - Ficou sem graça, mas tentou disfarçar, sem muito sucesso.
-Vai dizer que você não tem vontade de ficar comigo? - Insisti.
-Do que você está falando? - Perguntou se fazendo de desentendida.
-Você sabe. - Acusei.
Fui me aproximando, encurralando ela contra a parede.
-Por que você está chegando perto? - Ela perguntou, confusa.
-E por que você está perdendo a respiração? - Perguntei para provocar.
-Eu... Eu não to perdendo a respiração. - Ela gaguejou.
-E porque está olhando pra minha boca?
Então eu fui aproximando minha boca da dela, e comecei a beijá-la, ela tentou me empurrar com as mãos, mais as tirei do meu ombro e segurei-as contra a parede, comecei a beijar seu pescoço, e a morder sua orelha, então ela começou a revirar os olhos. Desci minhas mãos até sua cintura, ela envolveu suas mãos em meu cabelo.Então comecei a abrir sua blusa, ela também tirou a minha. Enquanto isso abri sua calça e ela abriu a minha, ficamos só de calcinha e sutiã, ela tirou meu sutiã e minha calcinha, e eu os dela, coloquei minha perna no meio das dela, desci minha boca até seus seios, e comecei a lamber e chupar, ela me colocou no chão, deitou no meio das minhas pernas e me beijou, começou a se mexer, apertando meus seios, foi descendo sua boca até meu seio, e deu mordidinhas, foi descendo me mordendo, então ela se acomodou entre as minhas pernas, e deu uma lambida, me deixando louca, começou a me chupar, com uma mão mexia em meus seios e com a outra apertava minha coxa. Ela foi colocando a língua dentro de mim, me deixando louca, depois foi subindo devagar e começou a beijar minha boca, sua mão foi descendo e ela começou a me acariciar, minha mão desceu todo o corpo dela, chegando entre suas pernas, e comecei a acariciá-la, ela foi pondo o dedo, bem gostoso, e meus dedos foram entrando. Mas ela tomou a dianteira colocou mais um dedo, e com a outra mão puxou as minhas mãos, e segurando-as acima da minha cabeça, e ela foi aumentando a velocidade, tentei colocar minha mão nas costas dela, mas ela apertou-as, deixando claro que ela mandava na situação. Ela voltou a beijar minha boca, acelerando os movimentos da sua mão, ela desceu pro meu pescoço, e começou a me morder, mordicou meus seios, ainda me masturbando, foi descendo com a boca pela minha barriga, se encaixando novamente entre minhas pernas, e começou a passar a língua, devagar, começou a me chupar tão forte que não aguentava e gritava de tesão. A boca dela me sugando, os seus dedos oscilando a velocidade, eu tava pirando, até que não aguentei e gozei, gozei e me senti totalmente em outro planeta. Mas ela não parou e continuou chupando cada gota do meu gozo, e me masturbando. Não conseguia pensar em nada, meu corpo todo estava paralisado de prazer, e continuava gozando, então ela parou a mão dela, trouxe até meu rosto tirou o cabelo que estava em meu rosto, e começou a me beijar, minhas mãos nas costas dela, passando a ponta dos dedos devagar.
Depois de transarmos, a gente se vestiu,e ficamos no chão, abraçadas, com a perna dela dentre as minhas, sem dizer nada. Eu comecei a fazer carinho em seus cabelos, até pegarmos no sono.
No dia seguinte quando acordei, estava com fome com sede, ninguém tinha achado a gente ainda, então decidi acordá-la com um beijo, ela acordou e correspondeu ao meu beijo, minhas mãos entraram em sua blusa, e começaram a acariciá-la, quando percebemos estávamos sem roupa, transando como na ultima noite, mas agora eu que chupava ela, aquele gosto, ela pressionava meu rosto contra ela, e eu ficava com mais vontade dela, de repente escutamos um barulho na porta, estremeci. Sem ver quem era e sem saber o que fazer pegamos nossas roupas e corremos para as cabines para nos vestirmos. Até que ouvimos a voz da diretora da escola...
-Gostando da festa, Fernanda? - Perguntei com uma falsa simpatia.
-Muito, até ver você, Renata. - Ela rosnou.
-Pra que tanto rancor no seu coraçãozinho? - Zombei dela.
-Dá licença? - Pediu ela ignorante.
-Toda. - Continuava com minha falsa simpatia.
Quando eu fui sair, percebi que a porta estava emperrada. Nessa hora ela saiu da cabine do banheiro e disse:
-Que foi? Me esperando pra sair?Não precisava. - Ela disse em tom de deboche.
-Não, minha querida, essa merda ta emperrada, porque eu fui cismar de vir nesse banheiro? Devia ter ido ao banheiro do salão. - Reclamei.
-Você está brincando? - Perguntou ela assustada.
-Claro, eu armei tudo só pra ficar aqui com você. - Ironizei.
-Vai saber, com as coisas que eu já escutei sobre você... - Ela provocou.
-O que você ouviu, hein? - Perguntei sem entender aquela conversa.
-Nada, vem cá porque você implica tanto comigo? O que eu te fiz? - Ela quis saber.
-Seu jeito,me dá nervoso. - Confessei.
-Nervoso por quê? - Ela perguntou, sem entender.
-Sei lá. Acho que você poderia se interessar por coisas que valham realmente à pena.
-Como você pode dizer isso?Você nem me conhece. - Ela reclamou.
-Olha sinceramente agora não é hora pra gente discutir relação, você está com seu celular? Liga pra alguém vir abrir essa porta.
-Você ta louca? Esse banheiro ta proibido hoje, se alguém descobre a gente estamos ferrada. – Disse ela.
-E você quer ficar aqui até segunda? Sem comer, nem beber? - Perguntei nervosa.
-Nem que eu quisesse, meu celular está com a Gaby. - Me contou.
-Ô meu ovo, e agora? - Exclamei.
Tava começando a ficar realmente preocupada, ninguém iria vir aqui hoje, tava proibido.
-Vamos tentar abrir. - Ela disse.
-Não dá. - Falei impaciente.
-Ai nossa como você é pessimista. Se você não quer tentar, eu vou tentar sozinha. - Falou ela resignada.
-Vai em frente. - Desafiei.
-Não está abrindo, ai... - Ela se afastou da porta.
-Se machucou? - Perguntei.
-Minha unha virou. - Reclamou ela.
-Isso dói. - Soltei.
-É não precisa me dizer, eu já percebi isso. - Disse ela de mau humor.
-Vem cá, deixa eu ver essa unha. - Chamei.
-Que droga, a festa tava tão boa, e agora eu estou presa nesse banheiro com uma menina que desde que me conheceu não gosta de mim. - Ela reclamou.
-Quem disse que eu não gosto de você?
-E alguém precisa dizer?
-Ninguém nunca ouviu isso da minha boca. - Avisei.
-Você está me dizendo que você gosta de mim? - Perguntou ela incrédula.
-Tipo, eu só acho que você às vezes é meio fútil. Assim como você disse que ouviu coisas sobre mim, eu também ouvi coisas de você, e não gostei do que eu ouvi.
-Aff... Você não sabe quem eu sou, você sequer me deu oportunidade de te mostrar, e agora você quer me dar lição de moral?!? Já vi que eu não me enganei sobre você, que se acha melhor do que todos, se acha a dona da verdade. Mas você não é, só que não pode aceitar isso, não é mesmo? Você abaixa a cabeça pra alguém? Jamais! Antes de você querer falar de mim olha pra você mesma.
-Do mesmo jeito que você disse que eu não te conheço, você também não me conhece, não sabe nada da minha vida, não sabe o que já passei, o que já aguentei, então você não fala de mim, por que você não sabe nada de mim.
-Eu sei mais do que você imagina! - Disse ela como se tivesse um tesouro escondido.
-Tipo o que? - Perguntei.
-Que você gosta de garotas e não de garotos. - Disse isso como se isso fosse me abalar.
-Grande bosta, você também! - Revelei.
-O que? - Ela se assustou.
-Sábado eu te vi com uma garota, você acha que isso ia ser segredo pra mim? - Perguntei, zombando.
-Você contou pra alguém? - Ela perguntou preocupada.
-Não, eu não tenho porque sair espalhando alguma coisa sobre você, você faz o que achar melhor, e eu também. Vem cá, mas como você descobriu sobre mim? - Perguntei, abismada com o que ela me revelou.
-Eu fui atrás do seu passado, e descobri. - Confessou ela.
-Ah então você foi atrás das minhas histórias? Por quê? - Achei estranho.
-Porque sim. - Ela disse, sem graça.
-Já sei. Você é afim de mim? - Zombei.
-Nossa que idéia. - Ficou sem graça, mas tentou disfarçar, sem muito sucesso.
-Vai dizer que você não tem vontade de ficar comigo? - Insisti.
-Do que você está falando? - Perguntou se fazendo de desentendida.
-Você sabe. - Acusei.
Fui me aproximando, encurralando ela contra a parede.
-Por que você está chegando perto? - Ela perguntou, confusa.
-E por que você está perdendo a respiração? - Perguntei para provocar.
-Eu... Eu não to perdendo a respiração. - Ela gaguejou.
-E porque está olhando pra minha boca?
Então eu fui aproximando minha boca da dela, e comecei a beijá-la, ela tentou me empurrar com as mãos, mais as tirei do meu ombro e segurei-as contra a parede, comecei a beijar seu pescoço, e a morder sua orelha, então ela começou a revirar os olhos. Desci minhas mãos até sua cintura, ela envolveu suas mãos em meu cabelo.Então comecei a abrir sua blusa, ela também tirou a minha. Enquanto isso abri sua calça e ela abriu a minha, ficamos só de calcinha e sutiã, ela tirou meu sutiã e minha calcinha, e eu os dela, coloquei minha perna no meio das dela, desci minha boca até seus seios, e comecei a lamber e chupar, ela me colocou no chão, deitou no meio das minhas pernas e me beijou, começou a se mexer, apertando meus seios, foi descendo sua boca até meu seio, e deu mordidinhas, foi descendo me mordendo, então ela se acomodou entre as minhas pernas, e deu uma lambida, me deixando louca, começou a me chupar, com uma mão mexia em meus seios e com a outra apertava minha coxa. Ela foi colocando a língua dentro de mim, me deixando louca, depois foi subindo devagar e começou a beijar minha boca, sua mão foi descendo e ela começou a me acariciar, minha mão desceu todo o corpo dela, chegando entre suas pernas, e comecei a acariciá-la, ela foi pondo o dedo, bem gostoso, e meus dedos foram entrando. Mas ela tomou a dianteira colocou mais um dedo, e com a outra mão puxou as minhas mãos, e segurando-as acima da minha cabeça, e ela foi aumentando a velocidade, tentei colocar minha mão nas costas dela, mas ela apertou-as, deixando claro que ela mandava na situação. Ela voltou a beijar minha boca, acelerando os movimentos da sua mão, ela desceu pro meu pescoço, e começou a me morder, mordicou meus seios, ainda me masturbando, foi descendo com a boca pela minha barriga, se encaixando novamente entre minhas pernas, e começou a passar a língua, devagar, começou a me chupar tão forte que não aguentava e gritava de tesão. A boca dela me sugando, os seus dedos oscilando a velocidade, eu tava pirando, até que não aguentei e gozei, gozei e me senti totalmente em outro planeta. Mas ela não parou e continuou chupando cada gota do meu gozo, e me masturbando. Não conseguia pensar em nada, meu corpo todo estava paralisado de prazer, e continuava gozando, então ela parou a mão dela, trouxe até meu rosto tirou o cabelo que estava em meu rosto, e começou a me beijar, minhas mãos nas costas dela, passando a ponta dos dedos devagar.
Depois de transarmos, a gente se vestiu,e ficamos no chão, abraçadas, com a perna dela dentre as minhas, sem dizer nada. Eu comecei a fazer carinho em seus cabelos, até pegarmos no sono.
No dia seguinte quando acordei, estava com fome com sede, ninguém tinha achado a gente ainda, então decidi acordá-la com um beijo, ela acordou e correspondeu ao meu beijo, minhas mãos entraram em sua blusa, e começaram a acariciá-la, quando percebemos estávamos sem roupa, transando como na ultima noite, mas agora eu que chupava ela, aquele gosto, ela pressionava meu rosto contra ela, e eu ficava com mais vontade dela, de repente escutamos um barulho na porta, estremeci. Sem ver quem era e sem saber o que fazer pegamos nossas roupas e corremos para as cabines para nos vestirmos. Até que ouvimos a voz da diretora da escola...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
CAPITULO 2
Nós nos vestimos rapidamente, quando estávamos voltando à sala agimos como se nada tivesse acontecido.
Na sala percebi que era ela que estava sentada atrás de mim, enquanto a professora fazia a chamada, a Leandra me mandou um bilhetinho num pedaço de papel, dizendo o seguinte:
“Adorei o que aconteceu, nunca tinha feito aquilo, mas eu adorei, nunca pensei em fazer uma coisa dessas na escola, mas foi simplesmente maravilhoso. Espero que um dia a gente repita, porque agora você me deixou com um gostinho de quero mais, beijos e chupadas daquelas que eu te dei no banheiro.”
Eu retribui o bilhete dizendo o seguinte:
“Claro que podemos repetir o que aconteceu, me dá seu telefone que eu te ligo, e a gente combina algo mais confortável, o que acha?”
Ela me mandou um bilhete dizendo:
“Esse é o meu numero de casa e esse o do celular, me liga vou ficar esperando”.
“Ta bom, mas você tem que manter segredo sobre o que aconteceu, senão você vai me prejudicar, pode ser?”
“Claro, também não quero que o que aconteceu se espalhe”.
No outro dia, vi a Leandra com uma turma no pátio, ela também me viu e acenou com a mão, me chamando.
-E ai Leandra, beleza?
-Beleza e você?
-De boa.
-Vem cá, vou te apresentar uns amigos.
-Beleza.
-E ai pessoal, essa é a Renata, Re essa é a Thalita, Marcela, Thiago e Renan.
-E ai, beleza?
-Olá, eu sou a Marcela, mas todo mundo me chama de Ma.
-Beleza. Pode me chamar de Re, ou qualquer outra coisa que vocês quiserem... Ow quem é aquela paty ali? - Perguntei, reparando numa garota que tava se exibindo pros amigos dela.
- Ah, é a Fernanda, ela é uma patricinha que não tem nada na cabeça, ela é uma menininha insuportável, a gente nem gasta tempo com ela, não vale a pena. - A Leandra rosnou.
-É normalmente as paty são assim mesmo. - Concordei.
-Ela que organiza a festa. - A Marcela me contou.
-Que festa? - Perguntei curiosa.
-Você não sabe? Todo ano a escola faz uma festa de inicio de ano, e é ela que organiza a festa. - A Marcela continuou.
-Que merda, deve ser um lixo. - Reclamei.
Eles riram.
-Nem tanto, ela meio que pesquisa sobre o gosto dos alunos, ai ela passa pro DJ. Então não é tão ruim. -O Renan me disse, amenizando meu terror.
-Pelo menos vai ter musica descente! - Falei aliviada.
-Ó o sinal ta tocando, bora pra sala. - O Thiago avisou.
Na segunda aula, a tal da Fernanda veio na minha sala falar sobre a tal festa.
-Oi pessoal, tudo bem?Pra quem não me conhece meu nome é Fernanda, e eu vim falar com vocês da festa que vai ter semana que vem aqui na escola, pra quem não sabe, eu sou a organizadora, e querendo fazer o gosto de todos vocês alunos, eu vim fazer uma enquete pra saber que tipo de musica vocês curtem.
Tava chegando a minha vez. Quando olhei bem pra ela, percebi que ela era linda, loira, olhos castanhos, branquinha.
-Oi, e então que tipo de musica você gosta?
-Eu? Bom eu gosto de Evanescence, Lacuna Coil, Within Temptation, After Forever, Epica, Imperia, etc. Esses já bastam. Mas pra festa eu aceito um psy ou alguma coisa do tipo.
-Você é roqueira, né? - Ela me perguntou, querendo ser simpática.
-Não. – Respondi.
-Não? - Ela perguntou sem entender a minha resposta.
-Sou pagodeira. - Ironizei.
-Nossa foi só um comentário, não precisava ser grossa. - Ela disse ofendida.
-É que pra perguntas idiotas só vale respostas idiotas. Nada pessoal. - Respondi achando graça da reação dela.
-Aposto que você anda com a Leandra.
-Olha, pra ser sincera eu ando sozinha, minhas pernas funcionam muito bem. Mas a gente conversa, sim.
A Leandra não aguentou atrás de mim e deu risada.
-Nossa você é estressadinha, hein?
-Ta querendo saber demais sobre mim, gostou? - Enchi o saco dela.
-Já vi que não vale à pena perder meu tempo com você. E você Leandra quer escutar o que? - Perguntou ela de mau humor.
-O mesmo que ela, pode repetir tudo que ela falou.
-Ah quer dizer que agora você achou alguém pra seguir? - Debochou a Fernanda.
-Não leva a mal, mas você ta poluindo a minha visão, nada pessoal.
-Ta usando até a mesma frase, virou marionete, tudo que ela fala você fala igual, ai que fofo!
-Já cansou? Quando cansar você me avisa, ta bom? - Disse a Leandra de mau humor.
-Tchauzinho. - A Fernanda saiu dando risada.
Quando chegou na hora do intervalo a Fernanda viu a gente e não perdeu a oportunidade de tirar sarro da Leandra.
-Olha gente, a nova marionete da escola, faz uma apresentação pra gente. - Perguntou, com uma fingida ansiedade.
-Só se você ensinar a como ser tão idiota. - Ela disse.
-Vem cá, você nasceu ridícula assim, ou você ficou com o passar do tempo?? - Perguntei, saindo em defesa da Leandra.
-Uma idiotice dessas não merece nem resposta. - Ela disse, tentando mudar o caminho da conversa.
-Não merece ou você é que não sabe nenhum fora pra me dar, pra uma coisa tão simples? - Provoquei.
-Nossa, é melhor ouvir isso do que ser surda. - Ela começou a ficar sem graça por que não sabia o que responder.
-“Ai gente, meu nome é Fernanda e eu não tenho nenhuma resposta pra dar, por isso eu to fingindo que sou tão inteligente, que não perco meu tempo com isso. Mas na verdade eu não sei o que dizer.” - Debochei ainda mais.
-Ai que besterada. - Respondeu ela, deixando clara a vergonha que ela tava.
Quando chegou o dia da festa, eu encontrei a Leandra na porta da escola, me esperando.
-Oi Lê, tudo bem?
-Oi, achei que você não fosse vir. Você demorou muito, o que aconteceu?
-Ah meu pai ficou me amolando.
-Bora entrar, a galera já ta toda lá dentro.
-Bora, ow você tem bolso?
-Tenho, por quê?
-Porque eu não tenho onde por meu celular, guarda pra mim.
-Ta, dá ai.
Chegou mais ou menos no meio da festa, fiquei com vontade de ir ao banheiro.
-Já venho. Eu vou ao banheiro, você vai ficar aqui?
-Vou. Pode ir lá, não vou sumir com seu celular, não. - Brincou ela.
Fui até o banheiro do salão, mas tava lotado, resolvi ir ao banheiro da escola, que estava proibido naquela noite, mas não me importei e fui mesmo assim.
Quando eu estava saindo da cabine me deparei com a Fernanda entrando no banheiro.
Na sala percebi que era ela que estava sentada atrás de mim, enquanto a professora fazia a chamada, a Leandra me mandou um bilhetinho num pedaço de papel, dizendo o seguinte:
“Adorei o que aconteceu, nunca tinha feito aquilo, mas eu adorei, nunca pensei em fazer uma coisa dessas na escola, mas foi simplesmente maravilhoso. Espero que um dia a gente repita, porque agora você me deixou com um gostinho de quero mais, beijos e chupadas daquelas que eu te dei no banheiro.”
Eu retribui o bilhete dizendo o seguinte:
“Claro que podemos repetir o que aconteceu, me dá seu telefone que eu te ligo, e a gente combina algo mais confortável, o que acha?”
Ela me mandou um bilhete dizendo:
“Esse é o meu numero de casa e esse o do celular, me liga vou ficar esperando”.
“Ta bom, mas você tem que manter segredo sobre o que aconteceu, senão você vai me prejudicar, pode ser?”
“Claro, também não quero que o que aconteceu se espalhe”.
No outro dia, vi a Leandra com uma turma no pátio, ela também me viu e acenou com a mão, me chamando.
-E ai Leandra, beleza?
-Beleza e você?
-De boa.
-Vem cá, vou te apresentar uns amigos.
-Beleza.
-E ai pessoal, essa é a Renata, Re essa é a Thalita, Marcela, Thiago e Renan.
-E ai, beleza?
-Olá, eu sou a Marcela, mas todo mundo me chama de Ma.
-Beleza. Pode me chamar de Re, ou qualquer outra coisa que vocês quiserem... Ow quem é aquela paty ali? - Perguntei, reparando numa garota que tava se exibindo pros amigos dela.
- Ah, é a Fernanda, ela é uma patricinha que não tem nada na cabeça, ela é uma menininha insuportável, a gente nem gasta tempo com ela, não vale a pena. - A Leandra rosnou.
-É normalmente as paty são assim mesmo. - Concordei.
-Ela que organiza a festa. - A Marcela me contou.
-Que festa? - Perguntei curiosa.
-Você não sabe? Todo ano a escola faz uma festa de inicio de ano, e é ela que organiza a festa. - A Marcela continuou.
-Que merda, deve ser um lixo. - Reclamei.
Eles riram.
-Nem tanto, ela meio que pesquisa sobre o gosto dos alunos, ai ela passa pro DJ. Então não é tão ruim. -O Renan me disse, amenizando meu terror.
-Pelo menos vai ter musica descente! - Falei aliviada.
-Ó o sinal ta tocando, bora pra sala. - O Thiago avisou.
Na segunda aula, a tal da Fernanda veio na minha sala falar sobre a tal festa.
-Oi pessoal, tudo bem?Pra quem não me conhece meu nome é Fernanda, e eu vim falar com vocês da festa que vai ter semana que vem aqui na escola, pra quem não sabe, eu sou a organizadora, e querendo fazer o gosto de todos vocês alunos, eu vim fazer uma enquete pra saber que tipo de musica vocês curtem.
Tava chegando a minha vez. Quando olhei bem pra ela, percebi que ela era linda, loira, olhos castanhos, branquinha.
-Oi, e então que tipo de musica você gosta?
-Eu? Bom eu gosto de Evanescence, Lacuna Coil, Within Temptation, After Forever, Epica, Imperia, etc. Esses já bastam. Mas pra festa eu aceito um psy ou alguma coisa do tipo.
-Você é roqueira, né? - Ela me perguntou, querendo ser simpática.
-Não. – Respondi.
-Não? - Ela perguntou sem entender a minha resposta.
-Sou pagodeira. - Ironizei.
-Nossa foi só um comentário, não precisava ser grossa. - Ela disse ofendida.
-É que pra perguntas idiotas só vale respostas idiotas. Nada pessoal. - Respondi achando graça da reação dela.
-Aposto que você anda com a Leandra.
-Olha, pra ser sincera eu ando sozinha, minhas pernas funcionam muito bem. Mas a gente conversa, sim.
A Leandra não aguentou atrás de mim e deu risada.
-Nossa você é estressadinha, hein?
-Ta querendo saber demais sobre mim, gostou? - Enchi o saco dela.
-Já vi que não vale à pena perder meu tempo com você. E você Leandra quer escutar o que? - Perguntou ela de mau humor.
-O mesmo que ela, pode repetir tudo que ela falou.
-Ah quer dizer que agora você achou alguém pra seguir? - Debochou a Fernanda.
-Não leva a mal, mas você ta poluindo a minha visão, nada pessoal.
-Ta usando até a mesma frase, virou marionete, tudo que ela fala você fala igual, ai que fofo!
-Já cansou? Quando cansar você me avisa, ta bom? - Disse a Leandra de mau humor.
-Tchauzinho. - A Fernanda saiu dando risada.
Quando chegou na hora do intervalo a Fernanda viu a gente e não perdeu a oportunidade de tirar sarro da Leandra.
-Olha gente, a nova marionete da escola, faz uma apresentação pra gente. - Perguntou, com uma fingida ansiedade.
-Só se você ensinar a como ser tão idiota. - Ela disse.
-Vem cá, você nasceu ridícula assim, ou você ficou com o passar do tempo?? - Perguntei, saindo em defesa da Leandra.
-Uma idiotice dessas não merece nem resposta. - Ela disse, tentando mudar o caminho da conversa.
-Não merece ou você é que não sabe nenhum fora pra me dar, pra uma coisa tão simples? - Provoquei.
-Nossa, é melhor ouvir isso do que ser surda. - Ela começou a ficar sem graça por que não sabia o que responder.
-“Ai gente, meu nome é Fernanda e eu não tenho nenhuma resposta pra dar, por isso eu to fingindo que sou tão inteligente, que não perco meu tempo com isso. Mas na verdade eu não sei o que dizer.” - Debochei ainda mais.
-Ai que besterada. - Respondeu ela, deixando clara a vergonha que ela tava.
Quando chegou o dia da festa, eu encontrei a Leandra na porta da escola, me esperando.
-Oi Lê, tudo bem?
-Oi, achei que você não fosse vir. Você demorou muito, o que aconteceu?
-Ah meu pai ficou me amolando.
-Bora entrar, a galera já ta toda lá dentro.
-Bora, ow você tem bolso?
-Tenho, por quê?
-Porque eu não tenho onde por meu celular, guarda pra mim.
-Ta, dá ai.
Chegou mais ou menos no meio da festa, fiquei com vontade de ir ao banheiro.
-Já venho. Eu vou ao banheiro, você vai ficar aqui?
-Vou. Pode ir lá, não vou sumir com seu celular, não. - Brincou ela.
Fui até o banheiro do salão, mas tava lotado, resolvi ir ao banheiro da escola, que estava proibido naquela noite, mas não me importei e fui mesmo assim.
Quando eu estava saindo da cabine me deparei com a Fernanda entrando no banheiro.
sábado, 10 de outubro de 2009
Capitulo 1
Eu tinha me mudado de escola, mas logo que cheguei lá me arrependi, era cheio de paty e boy, sabe? E pra ajudar muito a primeira aula era de matemática. Sentei sozinha lá no fundo, na frente de uma garota, nem reparei muito nela, logo que cheguei na sala.
Na hora do intervalo eu estava sozinha, entediada, quando veio uma menina falar comigo.
-E ai beleza? Qual seu nome?
Ela era linda, uma menina de cabelo preto e olhos verdes, branquinha, tinha um piercing no nariz e um na orelha.
-Beleza, Renata e o seu?
-Leandra, você é nova na escola, né?
-Sou.
-Legal seu piercing, doeu?
-Depende de qual você ta falando.
-Você tem quantos?
-Doze.
-Doze?!?! Calma ai, você tem um no lábio de baixo e um no de cima... - Ela fez uma cara de espanto e ficou ainda mais linda.
-Isso, no inferior e no superior, tenho no freio superior, na língua, no nariz, dois na orelha, na sobrancelha, no mamilo direito e no mamilo esquerdo, no umbigo e na perseguida.
-Você é louca? Eu tenho dois e acho muito.
-É o que dizem, mas eu já nem me ofendo mais, já me acostumei.
-E qual foi o que doeu mais?
-Os dos lábios, os dos mamilos e o da orelha. O resto foi de boa.
-Cara eu não acredito que você tem piercing nos mamilos e “lá”. - Ela disse sem acredita muito no que eu tava falando.
-Normal, nem minha madrinha acredita, porque obviamente ela não viu. Então ela acha que eu estava só brincando. Mas eu tenho de verdade. Quer ver?
-Que?!?!- Ela perguntou, espantada com a proposta.
-É, não pega nada. Quer ver?- Perguntei, provocando ela.
-Você ta falando sério?
-Sim ou não?
-Ah eu quero. Não to acreditando muito mesmo.
-Nossa! Ta me chamando de mentirosa? Beleza! - Eu falei, brincando com ela.
-Não é que eu esteja te chamando de mentirosa, ah sei lá.
-Beleza, eu vi lá que hoje a gente vai ter aula de Educação Física, ai a gente vai ao banheiro e eu te mostro.
-Você não é muito normal. - Disse ela, brincando.
-Xii você ainda não viu nada!
Ela deu uma gargalhada.
Na aula de Educação Física eu fui chamar a Leandra pra ver os meus piercings.
-Leandra? - Chamei.
-Eu?
-E ai desistiu?
-Não, vamo lá, vamo ver se você tem mesmo ou se não é de pressão.
-Entra aqui na cabine. - Falei.
-Por quê? - Perguntou ela, sem entender, ou até preocupada com o que pudesse acontecer lá dentro.
-Você não achou que eu fosse te mostrar aqui fora, né? E se alguém entra? Se quiser ver vai ter que entrar!
-Ta bom. - Ela concordou ainda meio insegura se devia mesmo fazer isso.
-Deixa eu fechar a porta... Pronto. Qual você quer ver primeiro? - Perguntei.
-Mostra os mamilos. - Ela disse.
-Beleza, eis aqui os meus piercings. Agora você acredita?
-Não atrapalha em nada?- Ela olhou meio sem graça, e meio curiosa para os piercings.
-Só na hora de tomar banho que eu tenho que tomar cuidado, nada demais. Quer tocar? - Provoquei.
-Que? - Se surpreendendo com a pergunta
-Se quiser tocar pode.
Ai ela hesitou não sabia se tocava ou não, então ela levantou a mão, e eu peguei na sua mão trazendo em direção ao meu seio, ela ainda estava sem graça, mas eu coloquei a mão dela sobre meu seio, ela começou acariciar o meu mamilo com o dedo, minha mão estava em cima da mão dela. Mas então ela tirou a mão do meu seio, de repente, estava com vergonha, mas estava gostando. Eu não insisti.
-E ai quer ver o outro? - Perguntei ansiosa.
-Você é meio louca, né? - Ela disse como se não soubesse o que dizer.
-É o que dizem. E então quer ver?
-Quero. - Ela disse depois de hesitar um instante.
Tirei a minha calça, ela estava mais sem graça que nunca, depois tirei a minha calcinha e mostrei pra ela, ela não estava acreditando no que estava vendo.
-Quer tocar esse também? - Perguntei.
-Acho que não é uma boa ideia. - Ela disse insegura.
-Por quê?
-Porque alguém pode chegar, imagina o drama que isso ia causar na escola? - Ela disse. E tenho certeza que vi um pouco de decepção nos olhos dela.
-Ninguém vai pegar a gente, passei o trinco, olha. Relaxa, quer tocar? - Insisti.
Ela soltou um sorriso, mordeu o lábio.
-Vem, toca. Pega nada... Dá aqui a sua mão.
Ela esticou o braço para tocar, mas hesitou, então peguei a mão dela mais uma vez, e fui aproximando do meu piercing, até que eu coloquei a mão dela sobre o meu piercing, então ela começou a passar o dedo sobre o meu piercing, e eu fui ficando cada vez mais excitada, até que eu perguntei:
-Você quer experimentar os da minha boca? - Provoquei.
Ela ficou sem graça, e deu um meio sorriso. Me aproximei da boca dela, ela hesitou mas mesmo assim dei um beijo nela. Minha língua acariciando a língua dela, ela começou a acariciar ao redor do meu piercing, minha mão na cintura dela indo em direção à calça, sem hesitar abri a calça dela e abaixei até a altura das coxas, minha mão apertando o corpo dela, ela beijando meu pescoço, mordendo minha orelha, ela tirou minha blusa e começou a beijar meus seios, eu tirei a blusa dela e comecei a dar pequenos arranhões, a mão dela foi descendo, ela começou a me acariciar, e o dedo dela foi se colocando dentro de mim, eu fui colocando a minha mão entre as pernas dela, ela já estava excitada, e meu dedo foi entrando bem devagar nela, fazendo ela delirar de prazer, ela fez o mesmo comigo, tirando e colocando o dedo, cada vez mais rápido, quando eu menos esperava, ela se ajoelhou e começa a me lamber, passando a língua em cada canto até que ela colocou a língua dentro de mim, me deixando louca, mas então infelizmente o sinal tocou.
Na hora do intervalo eu estava sozinha, entediada, quando veio uma menina falar comigo.
-E ai beleza? Qual seu nome?
Ela era linda, uma menina de cabelo preto e olhos verdes, branquinha, tinha um piercing no nariz e um na orelha.
-Beleza, Renata e o seu?
-Leandra, você é nova na escola, né?
-Sou.
-Legal seu piercing, doeu?
-Depende de qual você ta falando.
-Você tem quantos?
-Doze.
-Doze?!?! Calma ai, você tem um no lábio de baixo e um no de cima... - Ela fez uma cara de espanto e ficou ainda mais linda.
-Isso, no inferior e no superior, tenho no freio superior, na língua, no nariz, dois na orelha, na sobrancelha, no mamilo direito e no mamilo esquerdo, no umbigo e na perseguida.
-Você é louca? Eu tenho dois e acho muito.
-É o que dizem, mas eu já nem me ofendo mais, já me acostumei.
-E qual foi o que doeu mais?
-Os dos lábios, os dos mamilos e o da orelha. O resto foi de boa.
-Cara eu não acredito que você tem piercing nos mamilos e “lá”. - Ela disse sem acredita muito no que eu tava falando.
-Normal, nem minha madrinha acredita, porque obviamente ela não viu. Então ela acha que eu estava só brincando. Mas eu tenho de verdade. Quer ver?
-Que?!?!- Ela perguntou, espantada com a proposta.
-É, não pega nada. Quer ver?- Perguntei, provocando ela.
-Você ta falando sério?
-Sim ou não?
-Ah eu quero. Não to acreditando muito mesmo.
-Nossa! Ta me chamando de mentirosa? Beleza! - Eu falei, brincando com ela.
-Não é que eu esteja te chamando de mentirosa, ah sei lá.
-Beleza, eu vi lá que hoje a gente vai ter aula de Educação Física, ai a gente vai ao banheiro e eu te mostro.
-Você não é muito normal. - Disse ela, brincando.
-Xii você ainda não viu nada!
Ela deu uma gargalhada.
Na aula de Educação Física eu fui chamar a Leandra pra ver os meus piercings.
-Leandra? - Chamei.
-Eu?
-E ai desistiu?
-Não, vamo lá, vamo ver se você tem mesmo ou se não é de pressão.
-Entra aqui na cabine. - Falei.
-Por quê? - Perguntou ela, sem entender, ou até preocupada com o que pudesse acontecer lá dentro.
-Você não achou que eu fosse te mostrar aqui fora, né? E se alguém entra? Se quiser ver vai ter que entrar!
-Ta bom. - Ela concordou ainda meio insegura se devia mesmo fazer isso.
-Deixa eu fechar a porta... Pronto. Qual você quer ver primeiro? - Perguntei.
-Mostra os mamilos. - Ela disse.
-Beleza, eis aqui os meus piercings. Agora você acredita?
-Não atrapalha em nada?- Ela olhou meio sem graça, e meio curiosa para os piercings.
-Só na hora de tomar banho que eu tenho que tomar cuidado, nada demais. Quer tocar? - Provoquei.
-Que? - Se surpreendendo com a pergunta
-Se quiser tocar pode.
Ai ela hesitou não sabia se tocava ou não, então ela levantou a mão, e eu peguei na sua mão trazendo em direção ao meu seio, ela ainda estava sem graça, mas eu coloquei a mão dela sobre meu seio, ela começou acariciar o meu mamilo com o dedo, minha mão estava em cima da mão dela. Mas então ela tirou a mão do meu seio, de repente, estava com vergonha, mas estava gostando. Eu não insisti.
-E ai quer ver o outro? - Perguntei ansiosa.
-Você é meio louca, né? - Ela disse como se não soubesse o que dizer.
-É o que dizem. E então quer ver?
-Quero. - Ela disse depois de hesitar um instante.
Tirei a minha calça, ela estava mais sem graça que nunca, depois tirei a minha calcinha e mostrei pra ela, ela não estava acreditando no que estava vendo.
-Quer tocar esse também? - Perguntei.
-Acho que não é uma boa ideia. - Ela disse insegura.
-Por quê?
-Porque alguém pode chegar, imagina o drama que isso ia causar na escola? - Ela disse. E tenho certeza que vi um pouco de decepção nos olhos dela.
-Ninguém vai pegar a gente, passei o trinco, olha. Relaxa, quer tocar? - Insisti.
Ela soltou um sorriso, mordeu o lábio.
-Vem, toca. Pega nada... Dá aqui a sua mão.
Ela esticou o braço para tocar, mas hesitou, então peguei a mão dela mais uma vez, e fui aproximando do meu piercing, até que eu coloquei a mão dela sobre o meu piercing, então ela começou a passar o dedo sobre o meu piercing, e eu fui ficando cada vez mais excitada, até que eu perguntei:
-Você quer experimentar os da minha boca? - Provoquei.
Ela ficou sem graça, e deu um meio sorriso. Me aproximei da boca dela, ela hesitou mas mesmo assim dei um beijo nela. Minha língua acariciando a língua dela, ela começou a acariciar ao redor do meu piercing, minha mão na cintura dela indo em direção à calça, sem hesitar abri a calça dela e abaixei até a altura das coxas, minha mão apertando o corpo dela, ela beijando meu pescoço, mordendo minha orelha, ela tirou minha blusa e começou a beijar meus seios, eu tirei a blusa dela e comecei a dar pequenos arranhões, a mão dela foi descendo, ela começou a me acariciar, e o dedo dela foi se colocando dentro de mim, eu fui colocando a minha mão entre as pernas dela, ela já estava excitada, e meu dedo foi entrando bem devagar nela, fazendo ela delirar de prazer, ela fez o mesmo comigo, tirando e colocando o dedo, cada vez mais rápido, quando eu menos esperava, ela se ajoelhou e começa a me lamber, passando a língua em cada canto até que ela colocou a língua dentro de mim, me deixando louca, mas então infelizmente o sinal tocou.
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