quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CAPITULO 21

Chegando lá vi a Fernanda, e fui me desculpar por não ter me despedido dela.
-Fê?
-Oi, e ai? Dormiu bem? Tá mais calma?
-Tô sim, valeu! Mas desculpa por ter dormido e não ter me despedido.
-Relaxa. O que importa é que você está mais calma.
-Tô sim, valeu mesmo. E por favor, não conta aquilo pra ninguém.
-Claro, não se preocupa. Bom eu vou indo pra minha sala que eu não terminei meu dever de casa, e tem que entregar, então a gente se vê.
-Ah ta, vai lá sim, e faz a lição direitinho hein?!?!
-Hahaha, sim senhora mamãe! - Disse e foi pra sala.
-Renata? - Conhecia aquela voz, mas não era da Leandra.
-Fabiana? Nossa, não imaginava ter ver aqui. Aconteceu algo?
-Não, só vim ver você mesmo, já que sumiu.
-Ah, desculpa é que aconteceram algumas coisas, minha cabeça ficou meio tumultuada.
-Coisas relacionadas com...
-Ah não, não é nada com isso, não! Problemas com ex, enfim, ex é um pé no saco, você deve saber.
-Sei sim. - Ela deu risada. - Mas então ta a fim de ir mais tarde lá em casa almoçar lá?
-Ah pode ser, claro.
-Achei outras fotos que eu acho que você vai gostar.
-Serio? Ai que legal, agora que eu vou mesmo.
-Bom então até mais tarde, fico te esperando. Boa aula.
-Obrigada, até mais.
Ela se foi.
-O que ela queria com você? - Agora era certeza, era a Leandra!
-Ah oi, ela veio me chamar pra ir almoçar, disse que achou umas fotos que vou gostar.
-Hum, entendi. Mas então o que você fez de bom ontem?
-Nada demais, só descobri que minha ex teve um caso, que pelo que eu entendi durou bastante tempo, com outra.
-Que?!?!
-É isso mesmo, mas não queira detalhes, não tô a fim de lembrar isso, por favor.
-Tudo bem, já que não quer falar. Mas então soube mais alguma coisa sobre a sua mãe?
-Nada. Não sei o que fazer para descobrir. Não sei quem pode ter sido, fica todo mundo nesse jogo de gato e rato, ai que raiva!
-É foda mesmo. Mas você acha que vai conseguir descobrir quem foi?
-Não tenho ideia. Mas estou esperançosa, porque não vou sossegar até descobrir o que realmente aconteceu.
-E se eu puder ajudar só falar. Até porque eu quero ajudar.
-Valeu, mas vamos esperar pra ver o que acontece.
-Bora pra sala? Já tocou o sinal.
-Bora.

Na hora da saída eu tava saindo e vi a Fê.
-Oi, e ai? Fez a lição direitinho?
-Fiz sim, mamãe!
-Assim sim. Bom, vou indo nessa, estou meio atrasada já.
-Nossa, vai tirar o pai da forca?
-Se fosse isso ficaria conversando com você.
Ela achou graça.
-Tá bom, vai lá. Depois a gente conversa.

Fui até a casa a Fabiana.
-Oi, entra.
-Obrigada.
-Então como foi de aula?
-Pra ser sincera não sei, tava com a cabeça cheia como te disse de manhã, então estava bem desligada.
-Entendi. Gosta de lasanha?
-Adoro.
-Que bom, eu porque estou fazendo.
-Nossa. Amo lasanha, acertou em cheio.
-Sua mãe também amava lasanha, aliás, você têm muita coisa a ver pelo que eu tô vendo.
-Bom gosto então ela tinha. E sua filha? Não tá aqui hoje?
-Não, a Isa vai passar o dia com a avó. Hoje a gente não tem que falar baixo pra ela não escutar. – Ela disse rindo.
-Opa, isso já é um avanço.
-E não é menina? Ah ta aqui as fotos que te falei. – ela disse pegando algumas fotos na mesinha do lado do sofá. E tem mais uma coisa, que eu acho que você vai gostar.
-O que? Mais do que ver fotos da minha mãe?
-O que você diria de ter fotos da sua mãe?
-Como assim?
-Eu achei os negativos da maioria das fotos, e estão em bom estado, se você quiser, eu mando revelar pra você.
-Se eu quiser? Claro que eu quero! Eu vou amar. Nossa não sei como agradecer.
-Bom eu até sei, mas depende de você.
-E o que seria?
-Você disse que tava com a cabeça cheia, você quer conversar a respeito?
-Você não iria querer saber, é uma historia chata.
-Porque você não me conta e me deixa decidir isso?
-Tá bom.
-Mas vamos lá pra cozinha pra eu olhar a lasanha.
-O que aconteceu é o seguinte...

Contei tudo pra ela. E tudo saiu tão fácil, como se eu soubesse que podia confiar nela. E isso foi estranho.
Quando eu terminei, já estávamos almoçando, e ela perguntou:
-Mas você tá mal porque gosta dela, ou está só nervosa por ter descoberto que ela já te traia antes?
-Não sei. Como eu disse, eu gostava demais dela, e achei que tudo tivesse passado, mas ela apareceu de novo e eu percebi que ainda mexe comigo, contra minha vontade, mas descobri que ela me traiu de verdade. E agora eu não sei o que pensar, nem o que sentir, sabe?
-Sei. É complicado mesmo. Pelo menos você descobriu a verdade, agora você já sabe o que aconteceu.
-É, sei, agora posso pelo menos tentar passar uma borracha em tudo.
-Mas e essa Fernanda? Vocês duas tem alguma coisa?
-Na verdade foi por causa dela que eu fui praticamente expulsa de casa.
-Como assim?
-É que teve uma festa na escola e pegaram à gente transando no banheiro. Mas não temos nada, tipo ela até gosta de mim, mas com tanta coisa que tá acontecendo na minha cabeça, não estou com muita cabeça pra pensar nisso.
-Não tá com cabeça, ou tá enrolando mesmo?
-Tá tão obvio assim?
-Pior que ta. – ela disse rindo.
-É que tem uma amiga que também está afim de mim. Ai eu fico receosa de ficar com uma e acabar machucando a outra, sabe?
-Nossa, mas você é uma arrasa corações que nem sua mãe. Ai que ta: quem sai aos seus não degenera.
-É, mas ser a “arrasa corações” dá trabalho.
-Mas falando sério, você gosta mais de qual?
-De verdade?
-De verdade.
-Não sei.
-É, ai complica.
-Mudando de assunto, posso te fazer uma pergunta?
-Pode, fala.
-Você conheceu minha madrinha, né?
-A Cátia? Infelizmente.
-Infelizmente por quê?
-Olha, eu sei que ela é tua madrinha, que você gosta dela, mas eu nunca gostei muito dela.
-Sério? Ela me falou que vocês três era inseparáveis.
-E éramos por causa da sua mãe que gostava dela, eu particularmente não era muito fã da Cátia.
-E por quê?
-Sabe que nem eu sei? Mas eu nunca engoli ela.
-Você acha que ela poderia ter sido apaixonada pela minha mãe?
-Não sei, as duas eram muito amigas. Mas não sei se a Cátia nutria uma paixão pela tua mãe. Porque você ta me perguntando isso? Você acha isso?
-Não, pra ser sincera ela não fala muito da minha mãe, é que meu pai comentou que ele achava isso.
Meu celular começou a tocar.
-Ai desculpa.
-Tudo Bem
-Alô. – Disse atendendo o telefone.
-Rê, onde você ta? Porque ainda não chegou em casa?
-Ai desculpa, é que a Fabiana me chamou pra almoçar aqui na casa dela.
-Poxa, você podia ter avisado, tô aqui super preocupada porque você não chega.
-Desculpa, é que foi meio de repente. Mas não fica preocupada, não. Mais tarde eu estou em casa.
-Ta bem, estou te esperando, e se você for pra outro lugar me avisa ta?
-Tá, pode deixar. Beijo.
-Outro.
Eu olhei pra Fabiana que estava com uma cara pensativa.
-Fabiana? Tudo bem?
-Aham, só to pensando.
-Posso saber no que?
-Renata, seu pai comentou que achava que a Cátia gostava da sua mãe, né?
-É.
-Você já levou isso em consideração?
-Como assim?
-Olha desculpa posso ta viajando, mas e se ela realmente fosse apaixonada pela sua mãe? E se ela foi quem mandou os bilhetes? E se foi ela que...?
-Você acha isso possível?
-Não sei, não quero te por contra sua madrinha, mas é uma possibilidade. Porque cá entre nós, você está focando em mim e no seu pai, né? Mas e se você e a gente estiver olhando pro lado errado?
-Você não tá se precipitando? Tipo a gente nem sabe se ela realmente era apaixonada pela minha mãe.
-Mas e se for. Renata se for ela, faz todo o sentido...
-Mas ela tava comigo na noite que minha mãe foi morta.
-Você tem certeza? Você já comentou que nem lembra disso.
-Tá, mas meu pai confirmou que pediu pra ela sair comigo porque queria fazer as pazes com minha mãe.
-Renata faz uma força, realmente saiu só você duas aquele dia? Não tinha mais ninguém com vocês?
-Não sei, nem lembro do dia.
-Faz uma força. Tenta lembrar do filme, talvez você se lembre do resto.
-Olha, acho que a gente está apontando pro lado errado.
-Tenta, se você me disser com certeza que passou o dia todo só com ela, e paro de te pressionar. Mas por favor, a gente pode ta perto de resolver esse mistério.
-Tá, vou tentar. - Eu fiz força, mas nada me veio na cabeça. – Olha, assim eu não vou conseguir lembrar de nada, preciso de um tempo.
-Ta bem, mas, por favor, tenta lembrar.
-Vou tentar.

CAPITULO 20

Chegando lá vi a Fernanda, e fui me desculpar por não ter me despedido dela.
-Fê?
-Oi, e ai? Dormiu bem? Tá mais calma?
-Tô sim, valeu! Mas desculpa por ter dormido e não ter me despedido.
-Relaxa. O que importa é que você está mais calma.
-Tô sim, valeu mesmo. E por favor, não conta aquilo pra ninguém.
-Claro, não se preocupa. Bom eu vou indo pra minha sala que eu não terminei meu dever de casa, e tem que entregar, então a gente se vê.
-Ah ta, vai lá sim, e faz a lição direitinho hein?!?!
-Hahaha, sim senhora mamãe! - Disse e foi pra sala.
-Renata? - Conhecia aquela voz, mas não era da Leandra.
-Fabiana? Nossa, não imaginava ter ver aqui. Aconteceu algo?
-Não, só vim ver você mesmo, já que sumiu.
-Ah, desculpa é que aconteceram algumas coisas, minha cabeça ficou meio tumultuada.
-Coisas relacionadas com...
-Ah não, não é nada com isso, não! Problemas com ex, enfim, ex é um pé no saco, você deve saber.
-Sei sim. - Ela deu risada. - Mas então ta a fim de ir mais tarde lá em casa almoçar lá?
-Ah pode ser, claro.
-Achei outras fotos que eu acho que você vai gostar.
-Serio? Ai que legal, agora que eu vou mesmo.
-Bom então até mais tarde, fico te esperando. Boa aula.
-Obrigada, até mais.
Ela se foi.
-O que ela queria com você? - Agora era certeza, era a Leandra!
-Ah oi, ela veio me chamar pra ir almoçar, disse que achou umas fotos que vou gostar.
-Hum, entendi. Mas então o que você fez de bom ontem?
-Nada demais, só descobri que minha ex teve um caso, que pelo que eu entendi durou bastante tempo, com outra.
-Que?!?!
-É isso mesmo, mas não queira detalhes, não tô a fim de lembrar isso, por favor.
-Tudo bem, já que não quer falar. Mas então soube mais alguma coisa sobre a sua mãe?
-Nada. Não sei o que fazer para descobrir. Não sei quem pode ter sido, fica todo mundo nesse jogo de gato e rato, ai que raiva!
-É foda mesmo. Mas você acha que vai conseguir descobrir quem foi?
-Não tenho ideia. Mas estou esperançosa, porque não vou sossegar até descobrir o que realmente aconteceu.
-E se eu puder ajudar só falar. Até porque eu quero ajudar.
-Valeu, mas vamos esperar pra ver o que acontece.
-Bora pra sala? Já tocou o sinal.
-Bora.

Na hora da saída eu tava saindo e vi a Fê.
-Oi, e ai? Fez a lição direitinho?
-Fiz sim, mamãe!
-Assim sim. Bom, vou indo nessa, estou meio atrasada já.
-Nossa, vai tirar o pai da forca?
-Se fosse isso ficaria conversando com você.
Ela achou graça.
-Tá bom, vai lá. Depois a gente conversa.

Fui até a casa a Fabiana.
-Oi, entra.
-Obrigada.
-Então como foi de aula?
-Pra ser sincera não sei, tava com a cabeça cheia como te disse de manhã, então estava bem desligada.
-Entendi. Gosta de lasanha?
-Adoro.
-Que bom, eu porque estou fazendo.
-Nossa. Amo lasanha, acertou em cheio.
-Sua mãe também amava lasanha, aliás, você têm muita coisa a ver pelo que eu tô vendo.
-Bom gosto então ela tinha. E sua filha? Não tá aqui hoje?
-Não, a Isa vai passar o dia com a avó. Hoje a gente não tem que falar baixo pra ela não escutar. – Ela disse rindo.
-Opa, isso já é um avanço.
-E não é menina? Ah ta aqui as fotos que te falei. – ela disse pegando algumas fotos na mesinha do lado do sofá. E tem mais uma coisa, que eu acho que você vai gostar.
-O que? Mais do que ver fotos da minha mãe?
-O que você diria de ter fotos da sua mãe?
-Como assim?
-Eu achei os negativos da maioria das fotos, e estão em bom estado, se você quiser, eu mando revelar pra você.
-Se eu quiser? Claro que eu quero! Eu vou amar. Nossa não sei como agradecer.
-Bom eu até sei, mas depende de você.
-E o que seria?
-Você disse que tava com a cabeça cheia, você quer conversar a respeito?
-Você não iria querer saber, é uma historia chata.
-Porque você não me conta e me deixa decidir isso?
-Tá bom.
-Mas vamos lá pra cozinha pra eu olhar a lasanha.
-O que aconteceu é o seguinte...

Contei tudo pra ela. E tudo saiu tão fácil, como se eu soubesse que podia confiar nela. E isso foi estranho.
Quando eu terminei, já estávamos almoçando, e ela perguntou:
-Mas você tá mal porque gosta dela, ou está só nervosa por ter descoberto que ela já te traia antes?
-Não sei. Como eu disse, eu gostava demais dela, e achei que tudo tivesse passado, mas ela apareceu de novo e eu percebi que ainda mexe comigo, contra minha vontade, mas descobri que ela me traiu de verdade. E agora eu não sei o que pensar, nem o que sentir, sabe?
-Sei. É complicado mesmo. Pelo menos você descobriu a verdade, agora você já sabe o que aconteceu.
-É, sei, agora posso pelo menos tentar passar uma borracha em tudo.
-Mas e essa Fernanda? Vocês duas tem alguma coisa?
-Na verdade foi por causa dela que eu fui praticamente expulsa de casa.
-Como assim?
-É que teve uma festa na escola e pegaram à gente transando no banheiro. Mas não temos nada, tipo ela até gosta de mim, mas com tanta coisa que tá acontecendo na minha cabeça, não estou com muita cabeça pra pensar nisso.
-Não tá com cabeça, ou tá enrolando mesmo?
-Tá tão obvio assim?
-Pior que ta. – ela disse rindo.
-É que tem uma amiga que também está afim de mim. Ai eu fico receosa de ficar com uma e acabar machucando a outra, sabe?
-Nossa, mas você é uma arrasa corações que nem sua mãe. Ai que ta: quem sai aos seus não degenera.
-É, mas ser a “arrasa corações” dá trabalho.
-Mas falando sério, você gosta mais de qual?
-De verdade?
-De verdade.
-Não sei.
-É, ai complica.
-Mudando de assunto, posso te fazer uma pergunta?
-Pode, fala.
-Você conheceu minha madrinha, né?
-A Cátia? Infelizmente.
-Infelizmente por quê?
-Olha, eu sei que ela é tua madrinha, que você gosta dela, mas eu nunca gostei muito dela.
-Sério? Ela me falou que vocês três era inseparáveis.
-E éramos por causa da sua mãe que gostava dela, eu particularmente não era muito fã da Cátia.
-E por quê?
-Sabe que nem eu sei? Mas eu nunca engoli ela.
-Você acha que ela poderia ter sido apaixonada pela minha mãe?
-Não sei, as duas eram muito amigas. Mas não sei se a Cátia nutria uma paixão pela tua mãe. Porque você ta me perguntando isso? Você acha isso?
-Não, pra ser sincera ela não fala muito da minha mãe, é que meu pai comentou que ele achava isso.
Meu celular começou a tocar.
-Ai desculpa.
-Tudo Bem
-Alô. – Disse atendendo o telefone.
-Rê, onde você ta? Porque ainda não chegou em casa?
-Ai desculpa, é que a Fabiana me chamou pra almoçar aqui na casa dela.
-Poxa, você podia ter avisado, tô aqui super preocupada porque você não chega.
-Desculpa, é que foi meio de repente. Mas não fica preocupada, não. Mais tarde eu estou em casa.
-Ta bem, estou te esperando, e se você for pra outro lugar me avisa ta?
-Tá, pode deixar. Beijo.
-Outro.
Eu olhei pra Fabiana que estava com uma cara pensativa.
-Fabiana? Tudo bem?
-Aham, só to pensando.
-Posso saber no que?
-Renata, seu pai comentou que achava que a Cátia gostava da sua mãe, né?
-É.
-Você já levou isso em consideração?
-Como assim?
-Olha desculpa posso ta viajando, mas e se ela realmente fosse apaixonada pela sua mãe? E se ela foi quem mandou os bilhetes? E se foi ela que...?
-Você acha isso possível?
-Não sei, não quero te por contra sua madrinha, mas é uma possibilidade. Porque cá entre nós, você está focando em mim e no seu pai, né? Mas e se você e a gente estiver olhando pro lado errado?
-Você não tá se precipitando? Tipo a gente nem sabe se ela realmente era apaixonada pela minha mãe.
-Mas e se for. Renata se for ela, faz todo o sentido...
-Mas ela tava comigo na noite que minha mãe foi morta.
-Você tem certeza? Você já comentou que nem lembra disso.
-Tá, mas meu pai confirmou que pediu pra ela sair comigo porque queria fazer as pazes com minha mãe.
-Renata faz uma força, realmente saiu só você duas aquele dia? Não tinha mais ninguém com vocês?
-Não sei, nem lembro do dia.
-Faz uma força. Tenta lembrar do filme, talvez você se lembre do resto.
-Olha, acho que a gente está apontando pro lado errado.
-Tenta, se você me disser com certeza que passou o dia todo só com ela, e paro de te pressionar. Mas por favor, a gente pode ta perto de resolver esse mistério.
-Tá, vou tentar. - Eu fiz força, mas nada me veio na cabeça. – Olha, assim eu não vou conseguir lembrar de nada, preciso de um tempo.
-Ta bem, mas, por favor, tenta lembrar.
-Vou tentar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

CAPITULO 19

Mais tarde eu sai com a Fernanda rumo a praça, me escondi atrás de um arbusto, onde dava pra escutar o que diziam, a Fernanda foi normal, até encontrar a Flávia que estava com a Mônica.
-Ah, então é aqui a tal praça?
-Como se você não soubesse! O que você tá fazendo aqui?
-A Rê ficou em casa com uma amiga, nem perde seu tempo. - Ela disse com uma cara de ciúmes BEM convincente.
-Rê? A tua ex? - A Mônica perguntou.
-E como você sabia que eu tava aqui? Ela te mandou aqui, foi? Virou mensageira dela?
-Não, é só que esse é caminho pra minha casa, e já que te vi, resolvi avisar pra você não se preocupar porque ela não vem.
-Você não me falou que ela tava vindo pra cá! - Reclamou a Mônica.
-E você acha que eu vou cair nessa história?
-Você quem sabe, não sou eu quem vai perder tempo, mas se você quiser confirmar liga no celular dela, ou você já viu aquela ali sem o celular? Tchauzinho, que eu tenho mais o que fazer! - E saiu em direção a casa dela. E assim que ela ficasse fora de vista, ia dar meia volta pra me encontrar.
-Que história é essa dessa garota vir aqui? - Continuou a Mônica
-Pra quem você está ligando? - A Mônica perguntou.
-Pra Renata, claro. Alô? Quem ta falando? É o numero da Renata? Ah ta com uma amiga dela? No quarto? Não deixa que depois eu falo com ela. Só avisa pra ela que eu liguei ta? Obrigada. Boa noite.
-E então?
-Ta trancafiada no quarto com uma amiga.
-E você acha que isso é verdade? - A Mônica perguntou.
-Acho, sim. Já tinha percebido que essa garota que passou é apaixonada pela Rê, e você não viu a cara de ciúmes dela? Droga!
-Ih amorzinho, seu plano foi por água abaixo. - Nessa hora a Fernanda apareceu do meu lado, ofegante.
-Droga, achei que ela fosse vir. – Flávia disse.
-Uma coisa eu não posso negar: Ela é esperta, você acha que ela ia cair nessa que você estava dopada?
-Achei, porque ela não é deixar uma história sem saber o final, mas nessa me enganei. Vou ter que dar um outro jeito de armar pra ela acreditar que eu fui dopada por você.
-Flávia, pára com isso, deixa essa menina pra lá. Você perdeu dessa vez. Aliás, não sei como ela não descobriu antes daquela festa.
ANTES?!?!
-A gente tinha que ter se segurado na festa, dei muito na cara. E eu lá sou de perder?
-Não é, não, mas dessa vez perdeu.
-Essa aposta já é minha!
APOSTA?!?!
-Acorda, você não tem chance. Ela nem ta aqui. Dessa vez eu que venci. Agora tenho que pensar num prêmio bem interessante...
-Ainda não acabou, ainda vou fazer ela acreditar.
-Na verdade não vai não Flávia! - Eu disse, aparecendo pra ela.
-Renata? - Ela disse com espanto.
-Pois é, Flávia. Muito obrigada por ter me chamado, essa conversa de vocês foi muito esclarecedora.
-Eu não sabia que você tava ai... Liguei no seu celular...
-E minha madrinha atendeu? É eu sei, você se esqueceu que nós somos amigas? E você tinha razão: Não sou de deixar uma história sem saber o final, e graças a você descobri. Agora me esquece. Achei que você fosse melhor que esse lixo que esta se mostrando, mas pelo que eu escutei estava errada. SOME!! Vem Fê. - E sai andando com a Fernanda em direção a minha casa.
-Rê? Renata? - Ela gritou, mas eu não olhei.

Quando chegamos em casa, encontrei minha madrinha.
-Rê, você tinha razão aquela menina que você falou que ia ligar, ligou. Agora você pode explicar o que está acontecendo?
-Olha madrinha, deixa pra lá. Já foi, passado, mas obrigada por ter me ajudado. Eu vou ficar lá em cima com a Fernanda, conversando, tá? Qualquer coisa me chama. Vem, Fê!
Subimos pro quarto, eu que tinha pegado o celular com minha madrinha, ataquei na cama.
-Como você está? - A Fernanda perguntou, tímida.
-Arrasada! Meu ela já tava tendo um caso com ela antes daquele dia, claro! Como eu fui trouxa, ai que idiota que eu sou.
-Rê, se acalma, eu sei que é difícil, mas ficar se xingando não vai ajudar muita coisa. E outra, a idiota foi ela que te tinha nas mãos e te usou.
-Como eu sou burra! Não acredito que não entendi que a Mônica não tava assediando ela, tava tendo um caso com ela. Ai que raiva!
-Rê, deita aqui no meu colo, esquece essa história. Como você falou já foi, é passado. Vira a página. Não vai adiantar nada você ficar assim.
-Eu sei, mas porra dói sabe? Eu confiava demais nela, ela era tudo pra mim e de repente e me vi sem nada. Quando finalmente achava que tinha arranjado alguém que pudesse confiar, alguém que finalmente me amava. E me vi de novo sozinha sem ninguém e me sentindo usada quem nem pano de chão.
Meu olho estava lacrimejando, e comecei a chorar, logo eu virei de costas pra Fernanda, puxei a manga da blusa e sequei as lágrimas.
-Não precisa ter vergonha de chorar, é normal, você esta machucada, deita aqui no meu colo e tenta dormir, amanha você vai estar melhor.
Eu deitei na cama e abracei-a, ela ficou fazendo carinho na minha cabeça, enquanto chorava, molhando a blusa dela com minhas lágrimas. Mas ela não reclamava, simplesmente acariciava meus cabelos, com a maior paciência do mundo. Que menina era aquela que dava colo para minhas lágrimas por outra garota mesmo gostando de mim? Será que ela gostava tanto de mim a ponto de aguentar minhas lágrimas por outra?

Quando acordei já era de manhã, já estava na hora de me arrumar pra ir à escola, mas cadê a Fernanda?
-Madrinha?
-Oi, bom dia, dormiu bem?
-Dormi, sim. Mas cadê a Fernanda? Que horas ela foi embora?
-Ah, ela saiu daqui mais ou menos onze da noite, por quê? Você não viu de novo?
-Não, acabei dormindo de novo.
-Ai Renata como você é insensível!
-Que? Por quê?
-Vira pro lado e dormi, nem espera a menina sair.
-Ah não, não aconteceu nada entre a gente ontem, tipo ela me ajudou a descobrir umas coisas e eu fiquei meio mal, ela ficou lá comigo pra me fazer companhia até eu dormir.
-Companhia? Sei bem a companhia que ela te fez!
-Não, serio a gente não ficou de verdade.
-Humm, e o que foi que aconteceu que você ficou tão mal assim?
-Nada deixa pra lá como eu disse é passado, já foi.
-Tá bom, já que você não quer falar não está mais aqui quem perguntou. Mas toma café da manhã, senão você acaba se atrasando.
Tomei café e sai para ir à escola.

domingo, 13 de dezembro de 2009

CAPITULO 18

Mais tarde, a Lê foi em casa pra gente ir no cinema.
-Oi Lê, entra ai. Tô quase pronta.
-É imaginei que isso fosse acontecer.
-O que você quis dizer com isso? - Perguntei fingindo intimidar ela.
-Eu? Nada! Quem disse alguma coisa? - Ela brincou.
-Não, mas é rapidinho, só falta pega minha bolsa, e já estou pronta.
-Milagre. Hoje chove! - Disse, caçoando.
-Boba, vamos?
-Aham, daqui a pouco a gente ganha carteirinha do cinema.
-Ia ser bom, íamos ganhar desconto.
-Ia ser uma economia boa.
A gente deu risada.

Mais tarde, depois que a gente saiu do cinema, estávamos andando na rua, de repente a Flávia aparece do nada na minha frente.
-Que isso? Resolveu me seguir agora?
Ela olhou feio para a Leandra, e disse:
-Olha se você acha que me fazendo sentir ciúmes vai me fazer desistir de você, precisa rever suas estratégias. Eu não vou desistir de você! Sei que estou dentro do seu coração, nós duas sabemos disso. Pode aparecer quantas garotas forem, você no final vai voltar pra mim, porque você é minha e eu sou sua. E nada – Ela olhou de novo pra Leandra e continuou – e nem ninguém vai separar a gente.
Fiquei surpresa com essas palavras, mas disfarcei.
-Já acabou com o melodrama? - Perguntei.
A Leandra riu.
-Já sim, e nós duas sabemos que foi mais que um “melodrama”. - É, eu sabia mesmo, ou eu achava que sabia.
-Flávia, me deixa em paz, segue sua vida porque estou seguindo a minha e se você colaborasse ia ser uma ajuda e tanto.
-Eu já vou, mas só por hoje, logo você vai ter noticias minhas, e eu ainda vou te ter de novo. - E saiu andando.
-Gente, mas a ruiva tá apaixonada mesmo! - A Leandra zombou.
-Pois que fique, por mim dane-se. Como diz a musica: “Passado é passado, eu quero é paz!”.
-Mas cá entre nós, bonita ela é.
-Pode pegar não me importo aquela ali não quero ver nem incrustada de diamante.
-1º)Você viu como ela me olhou? Se olhar matasse, eu tava esquartejada aqui na rua; 2º)O que ela fez pra você ficar tão magoada com ela?
-Olha não to a fim de falar dela. Esquece essa garota!
-Ok, já esqueci!

No outro dia, na escola, encontrei Fernanda assim que cheguei, e fui falar com ela.
-Oi moça, tudo bem? - Cumprimentei.
-Olá, nossa hoje entrou para a historia.
-Por quê?
-Porque é a primeira vez que a gente se cumprimenta na escola de modo decente, sem eu esta chorando ou você fazendo piadinha de mim.
-Nossa! É mesmo, não tinha reparado nisso.
-Mas então, descobriu o que está acontecendo?
-Que? Sobre o que?
-Você que disse ontem que não sabia o que estava acontecendo. - Ela me lembrou.
-Ah é mesmo. Não ainda, não. Minha cabeça tá rodando.
-Ô tadinha dessa pobre rebelde! - Zombou.
-Isso caçoa mesmo, vai rebelde não tem coração mesmo né? Que diferença faz? - Fiz drama pra brincar.
-Ai meu Deus que drama!
-Mas é serio tô confusa mesmo.
-Bom brincadeiras a parte, você sabe que pode contar comigo né?
-Sei sim. E agradeço é muito bom saber isso. E você também pode contar comigo, forever and ever! - Brinquei.
-Mas essa menina está muito metida falando em inglês! - Ela caçoou.
-É só pra quem pode, filha!
Escutei meu nome.
-Aquela ruiva ta te chamando. - Ela apontou.
Me virei e dei de cara com a Flávia.
-Você de novo? O que você quer?
-Só vim pedir pra você ir num lugar hoje à noite.
-Ah tá, você não quer mais nada, não né? Um buquê de flores, quem sabe? - Ironizei.
-Sério! Vai naquela praça que a gente costumava ficar perto da escola, às oito horas, que você vai ouvir algumas coisas.
-Não acho que não vou ouvir nada, não. Porque às oito da noite provavelmente eu vou estar na minha cama, lendo alguma coisa que valha a pena.
-Ok, o pedido tá feito, se eu fosse você eu iria. - E saiu andando.
-Nossa achei que ela fosse me bater, agora.
-É só ciúmes, é que ela... - Mas ela me cortou.
-Viu a gente ontem? É eu sei, reconheci ela, na verdade reconheci ela ontem. Só tenho uma pergunta pra te fazer.
-Qual?
-Aquele beijo... Você queria mesmo, ou foi pra fazer ciúmes nela?
-Eu queria, senão não teria te levado pra casa, e não teria acontecido tudo aquilo.
-Tá, com isso fico mais tranquila. Por favor, não me usa pra fazer ciúmes nela, tá?
-Meu, eu não te usaria, eu te beijei por que eu quis e quis muito, como você mesma pôde perceber depois, lá em casa.
-Tá bem, mas vamos mudar de assunto: já teve algum avanço na história da sua mãe.
-Não, isso tá mais empacado que burro na lama.
Ela deu risada.
-Ah, mas relaxa por que você chega lá.
-Espero. Fernanda você me ajuda numa coisa?
-Depende, se eu puder. O que?
-Hoje a noite, com essa historia da Flávia... Você me ajudaria?
-Até ajudo, mas tem uma condição.
-Aiii! Qual?
-Me conta direito essa historia de vocês.
-Mas o que você quer saber exatamente?
-Tudo.
-Nossa. Tá até conto, mas você não pode contar pra ninguém.
-Ta.
-Hoje, depois da aula, vem comigo lá pra casa, não quero que ninguém fique sabendo dessa historia.
-Tá, olha o sinal. Até mais tarde.

Depois da aula a Fernanda veio me procurar.
-Oi, então, vai falar mesmo?
-Vou, eu prometi não foi?
-É, então vamos?
-Vamos.

Quando a gente chegou em casa, deixamos as mochilas na sala e seguimos para a cozinha.
-Vem, vou preparar alguma coisa pra gente almoçar.
-Me conta, tô curiosa.
-Relaxa, vamos comer alguma coisa.
-Pára de enrolar!
-Eu não to enrolando!
-E eu não te conheço?
-Tá, - Disse conformada. - senta ai. - Disse apontando pra uma cadeira perto da mesa.
Nos sentamos, ela me olhando com uma curiosidade estampada na cara.
-Desculpa! É que eu nunca falei disso com ninguém, então fico meio sem graça.
-Não tem que se desculpar. Fala, eu estou CURIOSA!
Eu dei risada.
-Tá eu conto, foi assim: Nós estudávamos na mesma escola, e acabamos nos conhecendo através de amigos, começamos a sair, e acabei me apaixonando como nunca. Então começamos a namorar, eu estava super feliz podendo dizer que ela era “minha namorada”, sabe?!? Ela foi à única pessoa pra quem realmente me abri, confiava nela. Mas apareceu a Mônica, morria de ciúmes, porque eu sabia que a tal Mônica tinha um “tombo” pela Flávia. E ela foi se aproximando da Flávia, ficando “amiga mesmo” - Eu fiz aspas nas ultimas palavras com as mãos. - E eu sempre falei pra Flávia que essa menina não prestava, e ela me falava que era coisa da minha cabeça. E as duas foram se aproximando cada vez mais, e eu com cada vez mais ciúmes e menos paciência. Até que um dia fomos numa festa de uma amiga nossa, e a tal Mônica estava lá, durante a festa a gente se separou um pouco, porque eu fui falar com uns amigos, e ela falou que ia ver uns amigos que também estavam lá. Até ai tudo bem, mas de repente veio uma amiga minha, e me chamou, ela tava com uma cara estranha, e quando eu perguntei o que tinha acontecido, não me disse, me puxou pela mão até a porta de um quarto, quando ela abriu a porta, eu vi a Flávia deitada na cama se agarrando com a Mônica. E eu terminei com ela, lógico. E no final do ano pedi transferência me mudei pra essa escola.
-E ela tem a cara de pau de dizer que te ama, mesmo tendo sido pega traindo?
-O que ela diz é que foi armação, que doparam ela e tal. Mas eu não acredito muito nisso.
-Mas você ficou tão mal assim que teve que pedir transferência?
-Eu tava apaixonada demais, sabe aquele ditado: “Quanto maior a árvore, maior o tombo”? Então foi assim comigo, sei lá era como se só ela existisse pra mim, e ter pego ela na cama daquele jeito foi um baque horrível.
-Hum, e onde eu entro na história de hoje à noite?
-Desculpa tá te pedindo isso, mas é que eu sinto que você é a única que poderia me ajudar...
-Nossa. Que bom que você pensa em mim assim. Mas o que exatamente eu posso fazer? E pra quê?
-É que eu preciso chegar ao fundo dessa história.
-E eu entro onde mesmo?
-Você entra indo lá falar pra ela que eu não vou.
-Mas se você não vai por que eu tenho que avisar?
-Eu vou!
-Não estou entendendo.
-É pra ela pensar que eu não vou, mas eu vou estar lá, porque se ela souber que eu to lá ela vai fazer de tudo pra que a versão dela se confirme, mas se eu, supostamente, não estiver, a história vai correr livre, entendeu.
-Você só ta esquecendo um pequeno detalhe.
-Qual?
-Eu não sei que praça que vocês costumavam ficar. Vai ser estranho eu chegar lá assim, sem mais nem menos e falar que você não vai.
-Já pensei nisso, a tal praça é aquela perto da sua casa, eu lembro de ter te visto por lá, e você pode falar que estava a caminho de casa, e resolveu avisar que eu fiquei aqui em casa.
-E se ela resolver tentar tirar a prova?
-Eu deixo meu celular com minha madrinha, se ela ligar peço pra ela dizer que eu to no quarto com alguma garota, e que esqueci o celular na sala, mas que ia pedir pra eu ligar pra ela depois.
-Tá, já que eu prometi eu ajudo, mas depois você tem que me contar tudo.
-Sim, senhora!
-E eu posso fazer mais uma pergunta?
-Pode. Qual?
-Você ainda sente alguma coisa por ela?
-Olha não vou ser hipócrita, o que eu senti por ela foi forte de mais, muito mesmo, e por isso que preciso dessa confirmação. Porque querendo ou não, eu não tenho certeza se ela foi ou não dopada, entende? Se ela me traiu mesmo, eu vou dar um jeito de virar página e seguir minha vida, senão...
-Vou te ajudar sim, e que saber? To torcendo pra ela não ter te traído.
-Que?!?!
-É, você ainda gosta dela, e como eu gosto de você eu quero, realmente, que seja feliz, mesmo que não seja comigo.
-Nossa. Não sei o que dizer.
-Não precisa. Mas vem cá, você tem certeza de que sua madrinha vai ajudar a gente?
-Vai sim, é só eu pedir.
-E não é querendo te desanimar, mas você sabe que isso pode não dar certo, né?
-Sei sim, mas como dizem: A esperança é a ultima que morre!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

CAPITULO 17

-Que? - Ela disse sem entender.
-Posso?
-Que te deu Renata?
-Posso ou não? - Insisti.
-Aqui na frente de todo mundo? Você ta louca?
-Não aqui, ali olha, tem uma rua que da pra gente ficar sem ninguém atrapalhar.
-Você está falando sério?
-Parece que eu estou brincando? Vem!
E a puxei pela mão até a rua que eu tinha falado, quando chegamos, coloquei ela contra parede e comecei a beijá-la, a mão dela foi pra minha nuca, e continuamos nos beijando por um bom tempo.
-Ei, vamos lá pra casa?
-Mas e sua madrinha?
-Ela não ta lá, tá trabalhando.
-Tá, vamos sim.
  madrinha
Nós fomos até em casa, que era perto do tal restaurante.
-Entra.
-Tô achando que vou me arrepender disso, mas... - Mas interrompi.
-Relaxa, não pensa em mais nada. - Eu pedi.
-Com você é meio difícil pensar em alguma coisa mesmo.
Abracei-a pela cintura e comecei a beijar seu pescoço, a mão dela na minha nuca puxando alguns fios do meu cabelo, subi minha boca até a boca dela, e comecei a levá-la até o sofá, ainda beijando. Deitei-a no sofá, tirei minha blusa e deitei no meio das suas pernas, ela começou a arranhar minhas costas, levantei ela e tirei sua blusa, ela estava sem sutiã,a deitei de novo, fui descendo minha boca até um dos seios, minha mão acariciando o outro seio, fui descendo minha boca pela barriga, e dei pequenas mordidas na barriga, enquanto minha mão abria o zíper da sua calça, aos poucos fui descendo a calça dela, tirei o resto de nossas roupas.
Ela ficou meio sentada no sofá, enquanto nos beijávamos, fui descendo minha boca até o seu seio, minha mão começou acariciar calmamente entre as pernas dela, fui descendo minha boca até entre suas pernas, passei minha língua na sua virilha, fui até o centro, a ouvindo gemer deliciosamente baixo, brinquei com minha língua, até que comecei a sugá-la, com força, ela gemeu mais alto, suguei com mais força, ela deu um gemido tão delicioso que não resisti e olhei para ela. Ela, que tava com a mão nos meus cabelos, pressionou minha cabeça contra ela, para eu continuar, sem hesitar e continuei sugando cada vez mais forte, quando estava quase perdendo as forças, parei. Deitei-a no sofá, deitei por cima, desci minha mão até o meio das pernas dela, e comecei com um dedo, ela arranhava minhas costas, enquanto eu beijava seu pescoço. Depois com dois dedos e mais forte, ela me arranhou com mais força, eu olhava o rosto dela, aquela expressão de prazer me dava mais vontade de continuar. Então fui cada vez mais forte, mais rápido, até que senti meus dedos banhados seu com o gozo, não resisti e desci para sugar tudo, quando encostei, ela deu um suspiro alto, e gemeu baixinho, eu passei minha língua devagar, em cada cantinho que eu conseguia chegar, e demorava ao máximo só pra sentir por mais tempo o gosto dela. Quando vi que consegui o que queria, deitei por cima dela, e te dei um beijo bem molhado. Ela me abraçou, como nunca tinha feito antes.
Logo entendi aquele abraço, e me dei conta do erro que cometi, mas será que foi realmente um erro? Não sentia assim. Mas não podia ter feito isso, não sabendo que ela gosta de mim, não devia ter tentado provocar a Flávia. Mas era tão bom ficar com a Fê...
 
Nessa hora o telefone tocou, era a Leandra.
-Aii, deixa eu atender, já venho.
-Tá.
-Alô?
-Rê?
-Eu, Lê?
-A própria, o que acontece que você não atende o celular? Tô ligando faz um tempão.
-Putz, foi mal, é que ta no vibracall.
-Ah, ta. Entendi.
-Mas o que é tão importante que você está me ligando há tanto tempo?
-Nada de mais, é para perguntar se você não ta afim de ir no cinema hoje a noite.
-Ah pode ser, tô precisando. Que horas?
-Umas 20:00H pode ser?
-Aham, pode sim.
-Ta, eu passo ai então, beleza?
-Ok, até mais tarde.
-Beijão.
-Outro.

-Nossa! Olha a hora, tenho que ir para casa, minha mãe deve tá louca lá em casa. - Ouvi a Fernanda exclamar.
-Nossa, já são 17:00H, passou rápido.
-Porque será, né?
-Sabe que eu não sei. - Me fiz de desentendida.
Ela sorriu.
-Boba! Ai, onde você jogou minha blusa?
-Com certeza está aqui em casa. Ah olha ela ali. Vou pegar.
-Tá.
-Pronto. Fê?
-Oi?
-Sabe o que é...?
-Sei, olha relaxa, acho que eu já sou bem grandinha para perceber o que ta acontecendo.
-É? E Você pode me dizer o que está acontecendo? Porque eu realmente estou perdida!
-Aii Rê, só você mesmo. Mas a respeito do que acabou de acontecer, eu sei que não foi nada serio, você já me falou o que está acontecendo. Para ser sincera eu só tenho uma pergunta.
-Qual?
-Quem é aquela menina que você tava falando outro dia lá na frente da escola, uma ruiva?
-Ninguém importante.
-Mas você pareceu bastante abalada depois da conversa.
-Nossa! Você é observadora.
-Você sabe que eu presto atenção em tudo que se refere a você!
-Nossa! Fiquei sem graça agora.
-Desculpa, não foi essa a intenção, mas você sabe o que eu sinto, e sabe que não seria diferente.
-Sabia, sim. Mas mesmo assim eu fiquei sem graça.
-Olha só: a Paty deixou a rebelde da escola sem graça!
-Se você espalhar isso por ai, você é uma Paty morta! - Ameacei de brincadeira.
-Uii, tremi de medo agora! Mas então, vai me dizer?
-Dizer o que?
-Quem era a ruiva.
-Tá com ciúmes?
-Vai ficar enrolando? Ou não quer responder mesmo?
-Era minha ex. Como eu disse: ninguém importante.
-Pra ser sincera, não foi o que pareceu.
-Ah, não vamos falar disso. Pra que perder tempo falando disso?
-Ok, já que você não que falar, não está mais aqui quem perguntou.
-Valeu. Já vai mesmo?
-Já. Tá na minha hora.
-Tá bom então, a gente se vê na escola.
-Até amanha.
 Ela tava saindo.
-Nossa! É assim? - Perguntei, com um tom magoado na voz.
-Assim o que?
-Sai e eu nem ganho beijo? Beleza!
-Boba claro que ganha.
Ela veio na minha direção e começou a me beijar, aquele beijo tava me deixando louca, passei minha mão pela cintura dela, não queria deixar ela se afastar... Ela se afastou.
-Melhor parar por aqui, senão não volto para casa hoje.
-É você tem razão.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

CAPITULO 16

Ela se levantou e ficou me olhando incrédula.
-Você não pode estar falando serio.
-Posso e estou!
-Mas e tudo que acabou de acontecer?
-Foi um erro. Não devia ter acontecido.
-Não acho que tenha sido um erro. E você devia tirar essa capa de garota forte, e aceitar que o que acabou de acontecer aqui não foi um erro.
-Foi um erro sim, isso não devia ter acontecido.
-E porque não?
-Porque não!
-Você não precisa agir assim, não comigo.
-Assim como?
-Você sabe do que estou falando. Nós duas sabemos que você queria isso tanto quanto eu. Você sabe que comigo não precisa bancar a garota forte, aquela que nada abala. Porque nós sabemos que não é bem assim.
-Você não sabe de mim há muito tempo. Quer saber, já disse que isso foi um erro, é melhor você ir embora agora.
-Ta bom, eu vou, porque você ta pedindo. Mas você está errada, e vai perceber isso, mais cedo ou mais tarde, e eu vou ta aqui sempre e pra sempre. E eu não vou desistir de ter você de volta pra mim, e poder te chamar de minha como antes.
-Você vai perder seu tempo.
-Com você eu nunca perco tempo, tudo com você é um presente a cada minuto, mesmo quando me maltrata como agora.
-Flávia, por favor...
-Já to indo, fica sossegada, mas eu vou fazer de tudo pra ter você de volta, por que eu te amo.
Ela se vestiu e foi embora.
No dia seguinte, na escola, não fui falar com ninguém, fui direto pra sala de aula. A Leandra veio falar comigo.
-Nossa é assim agora?Passa direto e não fala com ninguém?
-Foi mal, to sem cabeça pra nada hoje!
-Nossa, mas o que foi que aconteceu?
-Melhor deixar pra lá. Você estudou pra prova?
-Tem a ver com sua ex né?
-Olha deixa isso pra lá. Tudo que eu quero agora é esquecer que aquela garota existe, e você falando dela, sinceramente não ajuda muito!
-Nossa, desculpa!Não sabia que mexia tanto com você.
-Não mexe!Ai que saco, dá pra parar de falar nela?
-Tá bom, se é o que você quer não esta mais aqui quem falou!
-Valeu.

Quando chegou o intervalo, a Fernanda veio falar comigo.
-Rê, sabe o que é...?
-Não, você ainda não falou... - Brinquei com ela.
Ela deu risada.
-Besta. Se você me deixasse falar, saberia!
-Mas você que perguntou se eu sabia...
-Tá, vamos focar no que eu ia te falar ta? - Ela disse se segurando para não dar risada.
-Tá.
-Então, é que eu tava pensando da gente dar uma volta hoje depois da aula, o que você acha?
-Ah pode ser, estou sem nada pra fazer mesmo. O que você tem em mente?
-Sei lá, tomar um sorvete, andar por ai, ou alguma coisa do tipo. E então topa?
-Claro! Mas posso dar uma ideia?
-Pode! Qual?
-No lugar da gente tomar sorvete a gente pode ir almoçar, porque eu to morrendo de fome.
Ela não aguentou eu sorriu.
-Beleza, um almoço então!
-Agora sim, eu me animei. - Disse, satisfeita.
-Bom vou indo, o sinal já ta tocando.

Na hora da saída a Fernanda veio me procurar pra gente ir almoçar.
-Então, vamos lá?
-Aham, e onde você pretende me levar?
-Sabe aquele restaurante que tem a dois quarteirões daqui?
-Aquele pequenininho?
-É esse mesmo. É pequeno, mas a comida lá é boa.
-Já que você diz!
-Então, você e a Leandra voltaram a se falar né?
-Voltamos, sim! Sei lá, não vale a pena estragar uma amizade por uma besteira dessas.
-Mas me conta o que você anda aprontando?
-Eu?
-É, você.
-Que isso? Eu sou um anjo de pessoa!
-E eu tenho poderes mágicos. - ironizou.
-Não, mas é serio, tô sossegada. Estou com muita coisa na cabeça pra pensar em aprontar.
-O negócio com a sua mãe?
-Também.
-Tem mais?
-Tem, mas não vamos falar disso, tá?
-Ta bem, mas se você quiser conversar, já sabe né?
-Já sim, valeu!
-Chegamos!
Almoçamos. Meus momentos com ela desde que a gente fez as pazes, tem sido ótimos, descobri que ela é uma boa companhia.
-Gostou da comida?
-É, você tinha razão, é boa mesmo.
-Você ainda não entendeu que eu sempre tenho razão?
-Ta, agora sou eu que tenho que falar que tenho poderes mágicos. - Disse sarcástica.
-Não é por nada, não, mas eu acho que tem uma garota seguindo a gente.
-Onde?
-Não, deve ser impressão.
-Isso. Me assusta mesmo!
Ela deu risada.
Mesmo assim eu disfarcei e olhei pra trás, realmente tinha uma menina seguindo a gente, era a Flávia!
-Posso dizer uma coisa? - Perguntei.
-Pode, o que é?
-Tô com vontade de te beijar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CAPITULO 15

-Lê, já volto.
-Vai onde? Você não ia pra casa?
-Eu vou, só preciso de um minuto.
-Ta bom.
 
Fui falar com ela, que estava do outro lado da rua.
-O que você está fazendo aqui?
-Vim fala com você.
-1º: Como você me achou? 2º: A gente não tem mais nada pra conversar!
-Fui até sua casa e seu pai me contou que vocês brigaram e que saiu de casa, então pedi pra ele o endereço da sua escola.
-Não devia ter vindo.
-Você ainda está muito magoada, né?
-Olha, fala logo o que você veio me dizer e vai embora, tá legal?
-Quem aquela menina que não pára de olhar pra gente? Alguma namoradinha nova?
-Isso não é da sua conta. Não mais!
-Eu já falei o que aconteceu, e já expliquei. Droga.
-Ah e você acha que é simples assim? Você me trai e vem me pedir perdão e eu aceito dizendo que te amo?
-Já te falei que não te traí, já falei que é você quem eu amo!
-Não sei nada disso. O que eu sei é que eu te peguei na cama com outra. Se isso é amor, então já não sei mais nada...
-Rê, você...
-Pra você agora é Renata, Flávia. E dá licença que eu tenho mais o que fazer. Ah e, por favor, me esquece e some da minha vida. - E dei as costas.
Voltei pra perto da Lê. 
-Vamos embora Lê, meu dia já deu o que tinha que dar!
-Beleza, mas quem é aquela menina? Porque ficou tão nervosa por causa dela?
-Ela é minha ex. Agora sem comentários nem perguntas ta?
-Ok, não ta mais aqui quem perguntou.
-Obrigada.
-Você ainda ta a fim de ir ao cinema?
-Agora mais que nunca!

Passei o dia com a Lê, quando já estava escurecendo voltei pra casa, minha madrinha não estava, tinha deixado um recado avisando que iria chegar mais tarde. Subi e fui direto para o quarto. Fui ler algum livro pra matar o tempo. Quando de repente a campainha tocou, fui atender.
-Ah não, o que você ta fazendo aqui?
-Vim conversar com você.
-Como você soube onde eu estava? Ah não espera, já sei, meu pai te deu o endereço, certo?
-Certo!
-Sabia...
-Vai me deixar esperando aqui fora ou vai me chamar pra entrar?
-Devia te deixar bem ai, e fechar a porta...
-Mas não vai, porque não é uma menina mal-educada! - Ela me interrompeu.
-Entra logo.
-Agora sim. - Disse, satisfeita.
-Fala logo o que você tem pra me dizer e vai embora, ta legal?
-Rê, quantas vezes eu vou ter que dizer que aquilo foi armação? Que eu não fiz nada? Que ela me embebedou?
-Nenhuma. Você quem ta dizendo. Já disse que não acredito, e mesmo que fosse armação, te avisei um bilhão de vezes que aquela menina não prestava, mas VOCÊ não acreditou.
-É. Você estava certa. Mas eu errei, caramba, todo mundo erra. Me dá uma chance de mostrar o que eu sinto.
-Já te dei, e você jogou ela no lixo.
-Rê, eu nunca deixei de te amar. Acredita em mim, droga.
-Cara, eu já acreditei em você, alias você foi à única em quem confiei. E você sabe disso perfeitamente. Meu eu me entreguei pra você completamente, mas que importância isso tem, não é mesmo?
-Tem muita, eu sempre valorizei isso. Meu, te juro que aquilo foi armação. Eu jamais te trairia, principalmente com ela. Ta certo, eu errei, devia ter te escutado, mas será que não mereço um perdão?
-Você tem noção do quanto eu fiquei arrasada?
-E eu? Você acha que eu fiquei muito feliz vendo você ir embora, né?
-Não sei o que pensar.
-Você ainda sente alguma coisa por mim?
-Cara você me machucou demais!
-Não foi essa minha pergunta. Você ainda gosta de mim?
-Pára com isso. Acho melhor você ir embora agora.
-Acha mesmo?
Ela disse isso e veio me beijar, virei o rosto, mas ela insistiu até que conseguiu. Não resisti. Mas eu não podia. Ela só me machucou, mas não conseguia parar.
Aquela boca, aquele beijo, o toque dela, tudo me fazia sentir aquela paixão novamente, a mesma paixão que me cegou e deixou marcas que não se apagaram.
-Vamos pro seu quarto, alguém pode chegar.
-Vem. - Disse sem pensar.
Puxei-a pela mão, mas ela não queria só a mão, veio me beijar, subimos as escadas nos beijando. Chegamos ao meu quarto, tirou a blusa e abriu a calça. Eu também tirei minha blusa e abri minha calça, quando ia tirar minha calça ela me parou e me deitou na cama, subindo encima de mim. Começou a me beijar, se mexendo no meio das minhas pernas, com uma mão começou a apertar meu seio. Ela se levantou e tirou o resto da sua roupa, em seguida tirou a minha, e voltou na mesma posição de antes, me deixando ainda mais excitada, ela correu a mão pelo meu corpo, até chegar entre as minhas pernas, começou a me acariciar bem de vagar, de um jeito que só ela sabe fazer, mas parou de me beijar e foi descendo a boca pelo meu colo, chegando nos meus seios começou a brincar com meu piercing, foi descendo ainda mais passando pela minha barriga, foi descendo até chegar na minha virilha. Começou a dar pequenos beijos na minha virilha, e foi indo, devagar, em direção ao meu piercing, passou a língua bem delicadamente em volta dele, começou a explorar com a língua cada canto mais escondido, então começou a me chupar, chupando de um jeito que me deixava imóvel. Enquanto chupava, ela passava os dedos em volta me excitando, então começou a colocar um dedo bem de vagar e tirar. Cada movimento que ela fazia me deixava com mais vontade dela, mais desejo. Foi subindo a boca, passeando pelo meu corpo, até que chegou na minha boca, e me deu um beijo, onde parecia que todo resto ia sumir. A mão dela continuou me masturbando, minha mão foi descendo pelo corpo dela, até chegar onde queria, comecei a acariciá-la e a penetrar meu dedo, sentindo ela úmida de desejo, ouvindo ela gemer baixinho no meu ouvido. Ela se levantou e disse:
 -Vamos tenta uma coisa.
 Ela encaixou nossas pernas de um jeito que nossos sexos se encontravam. Passando o dedo devagar no meu piercing, aninhando o sexo dela ao meu. Quando ela chegou na posição que queria, começou a se mexer, me deixando cada vez mais excitada. E ficamos nisso por algum tempo.
Quando já estávamos cansadas, ela se deitou ao meu lado na cama pequena, me abraçando e beijando minha nuca. Não dissemos uma palavra, ficamos naquela posição por um longo momento, momento que, involuntariamente, eu não queria que passasse. Mas eu não podia aceitar ela de volta, não com tudo o que ela fez e com tudo que estava acontecendo. Até que ela rompeu o silencio e disse:
-Senti falta de você, falta do seu cheiro, não quero mais me separar de você...
-Acho melhor isso parar por aqui.