No dia seguinte, não sabia o que ia acontecer.
-Oi Lê, beleza? - Cumprimentei.
-Beleza, vem cá e me conta tudo o que aconteceu. - Pediu.
-O que aconteceu é que eu fui ao outro banheiro porque o do salão estava cheio e eu apertada, e ela teve a mesma idéia, só que a porta emperrou, e a gente não conseguiu sair, e acabou que a gente transou, e foi isso.
-Ah simples assim? - Ironizou.
-É.
-Nossa você fala como se fosse uma coisa comum.
-Eu preciso te lembrar do que aconteceu no meu primeiro dia na escola? - Perguntei intimidando
-Não, mas é diferente.
-Por quê? - Não via muita coisa diferente.
-Porque a gente não ficava implicando uma com a outra, como você e a Fernanda, só por isso. Falando nela, está vindo pra cá. - Me avisou.
Quando eu me virei eu a vi.
-Oi Rê, tudo bem? - Me cumprimentou.
-De boa, e você? - Respondi seca.
-Tô bem. Você saiu de casa mesmo? - Perguntou, preocupada.
-Anham. Tipo agora dá licença eu tenho umas coisas pra conversar com ela, tá? Tchau. - Impedi a conversa de continuar.
-Tchau. - Ela respondeu sem graça.
-Vamos, Lê? Ou você fez a lição de matemática? Com essa confusão toda eu não fiz. - Mudei de assunto.
-Fiz, vamos pra sala que eu te empresto. - A Leandra entendeu que eu queria ficar longe da Fernanda.
Fomos pra sala de aula falando da lição. Mas quando chegamos lá ela me falou o que estava segurando, e o que eu sabia que ela ia comentar.
-Nossa, que gelo que você deu na Fernanda! - Comentou.
-Você queria que eu a agarrasse do pátio? - Perguntei, irônica.
-Meu, você transou com a garota, e depois dá esse gelo nela? Você podia ter sido mais simpática, pelo menos. - Ela intercedeu.
-Ta defendendo ela agora? - Estranhei.
-Não, eu só acho que você foi muito fria. Eu não gosto dela, mas...
-Mas o que? Mas que é por minha causa que eu e ela viramos o assunto da escola? É, eu sei não precisa me dizer, por isso que eu me afastei de uma vez. Agora, dá pra mudar de assunto? Já basta minha madrinha me enchendo com isso, você também? - Bronqueei.
-Tá, não falo mais nada. Mas a escola toda vai falar, aliás, já está falando.
-Danem-se eles. - Rosnei.
-Licença? - Chamaram da porta.
-Fernanda? - Estranhei.
-Renata, a gente pode conversar? - Ela pediu.
-Eu to saindo, depois a gente se fala Rê. - Saiu à Francesa.
-Beleza. - Concordei.
-Tchauzinho. Juízo vocês duas. - Debochou.
-HAHAHA, muito engraçado. Que foi? Aconteceu alguma coisa? - Perguntei, preocupada.
-Porque você me tratou daquele jeito lá embaixo? - Perguntou ela, ofendida.
-Que jeito? Te tratei como sempre, até melhor. - Desfiz da mágoa dela.
-Mas depois do que aconteceu eu achei que a gente fosse parar com essa implicância ridícula. - Confessou.
-Olha o que aconteceu, já foi, passado. Ou você queria que eu me atirasse aos seus pés jurando amor eterno? - Ironizei.
-Não, Renata. Eu esperava um pouco de bom senso. Mas que idéia você não sabe nem o que isso significa. E eu achando que você fosse crescer um pouco, me enganei. O que é uma pena. - Ela disse magoada.
-Pois é, algumas coisas não mudam. - Retruquei.
-Não sei nem porque eu to perdendo meu tempo aqui com você.
-Eu também não sei. – Ela saiu.
Fiquei pensando na Fernanda, me sentindo uma filha da puta por ter tratado ela daquele jeito. Mas tempo, menos tempo ela ia perceber que o que eu fiz foi pra ajudar ela. Mas porque eu estava preocupada com ela.
Depois a Leandra chegou.
- E ai? Como foi a conversa?
-Ãhn? - Não tinha prestado atenção nela.
-A conversa, como foi?
-Foi normal, tudo voltou a ser como antes. - Esclareci.
-Você fez que besteira agora? - Me questionou.
-Meu eu não te entendo! Você odeia a menina e agora você está defendendo ela? - Perguntei.
-Olha, eu odeio ter que admitir isso, mas é óbvio que você ta afim dela e ela de você. - Admitiu.
-Puta merda, até você? - Rosnei.
-Até eu o que? - Perguntou sem entender.
-Inventando que eu gosto dela.
-Por quê? Quem mais falou isso? - Quis saber.
-Minha madrinha, ela ta me atazanando isso. - Contei.
-Viu? Nem sou só eu que to falando isso. Pára de se fazer de impenetrável.
-Meu se você continuar insistindo você vai arranjar uma briga comigo. - Ameacei.
-Beleza eu paro, mas isso não significa que você esteja certa.
-BLÁBLÁBLÁ.
Estava decidida a mostrar para Leandra que não estava apaixonada por Fernanda. Ia dar mais uma dose do mesmo que dei a ela no primeiro dia de aula.
Quando chegou na hora do intervalo fui falar com a Leandra.
-Lê, vamos hoje lá na casa do meu pai, que eu tenho que pegar minhas coisas que ficaram lá! - Pedi.
-Vamos sim. Que horas?
-Sei lá, umas duas, pode ser?
-Pode.
Na hora da Educação Física, chamei a Leandra pra tentar provar pra ela que não estava gostando da Fernanda. Nós estávamos perto do banheiro, e no corredor estava passando algumas pessoas, chamei ela pra dentro.
-Lê, Chega ai. - Chamei.
-Que foi? - Quis saber
-Vem cá.
-Que foi?
Nessa hora apontei para a cabine.
-Entra aqui. - Pedi.
-O que você está pretendendo? - Perguntou, desconfiada.
-Entra.
Ela entrou na cabine eu entrei logo em seguida, sem hesitar eu joguei ela contra a parede e comecei a beijá-la, ela correspondeu ao meu beijo, sem pensar duas vezes tirei sua blusa, mas quando menos esperava ela me afastou sem dizer nada e começou a se vestir.
-Que foi? Não gostou? - Perguntei sem entender.
-Isso não está certo. - Ela me censurou.
-Por quê?
-Isso não devia ter acontecido.
-Espera ai, vem cá. O que aconteceu? Me explica, eu to sem entender nada.
Ela terminou de se vestir e saiu sem dizer mais nada. Logo em seguida eu me arrumei e sai para saber o que houve.
-Leandra? Espera, vamos conversar. - Pedi.
-Cara, aquilo foi um erro, não devia ter acontecido. - Disse, arrependida.
-Mas por quê? Você queria, eu queria, o que tem de errado?
-Não, você não queria, você queria provar que eu estava errada.
-Isso não é verdade. - Menti.
-Lógico que é, e eu não vou permitir isso. Até por que... - Mas ela não terminou de me dizer o motivo.
-Até por que o que? – Insisti para ela me dizer o que estava acontecendo.
-Nada.
-Fala. Até porque o que? - Insisti.
-O que importa é que você gosta da Fernanda, e ela gosta de você. Agora, pára de besteira e vai atrás dela. - Me intimou.
-Não era isso o que você ia falar. - Afirmei.
-Mas é isso que importa.
-Que isso? Deu pra esconder coisa de mim agora? - Estranhei.
-Você só não vê porque não quer. Agora vai atrás da Fernanda e se declara de uma vez.- Disse isso deixando claro que o assunto ta acabado.
-Você está muito estranha.
-Você pode falar o que quiser, mas você gosta dela. Pára de ser hipócrita.
-Aff, você está muito estranha mesmo, você nunca falou assim comigo.
-Olha deixa esse assunto pra lá, é melhor.
-Meu se você está com algum problema comigo, me fala. Senão eu não posso te ajudar.
-Olha, eu já falei, deixa isso pra lá, esquece que a gente teve essa conversa, melhor esquece tudo que aconteceu até agora.
-Você tem certeza?
-Tenho.
-Bom você que sabe, se você quiser conversar eu to aqui, eu sou tua amiga, pode vir falar comigo o que for.
-Valeu, mas eu to bem, é só que tudo o que aconteceu foi um erro, não devia ter acontecido, porque você pode negar, mas você gosta dela e não é transando comigo que vai mudar o que eu penso.
-Pois o que você pensa está errado, então deixa isso lá.
-Tá bom, agora vamos que o sinal já está pra tocar.
-Beleza.
Não sabia o que tava acontecendo com a Leandra, ela tava estranha comigo e eu nem sabia o porquê.
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*-*
ResponderExcluiramo mais mais!!!!!
Tensoooooo
ResponderExcluiraiii, vai dizer q a Le vai acabar curtindo a Re, que gosta da Fe (q tbm gosta dela rs) e ai vai ficar aquela triangulo amoroso.. huhhuuhuhu
curiosa =s
Ahh Rafaa Acompanha néé husahsahu
ResponderExcluirBrigada Naylaa s2
*.*