quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CAPITULO 9

-Quem gostaria?
-Ela não me conhece, eu sou filha de uma amiga dela, meu nome é Renata.
-Tá, só um minuto, que eu vou chamar ela.
Quando a menina se virou para chamar a Fabiana, eu abri um imenso sorriso.
Uma mulher alta, olhos e cabelos castanhos, muito bonita pra idade que ela devia ter, saiu à porta, quando me viu hesitou um pouco.
-Oi, você quer falar comigo? - Perguntou, insegura.
-Fabiana? - Meu coração na boca.
-Isso. Mas quem é você? - Perguntou hesitante.
-Meu nome é Renata, filha da Márcia, essa é minha amiga, Leandra. Eu posso falar com você?
-Renata? Entra. Você... Você está muito parecida com a sua mãe, nossa. Mas porque você veio até mim? Como me achou? - Ela perguntou sem saber muito bem o que estava acontecendo, ou sem acreditar muito.
-Eu estava lendo o diário da minha mãe, e... E ela falava muito de você.
 Ela olhou para a tal menina que abriu a porta e disse:
 -Filha, deixa a gente conversar em particular?
-Tá bom, vou estar no meu quarto, qualquer coisa me chama. - Se virou e subiu a escada, desaparecendo de vista.
-Então, em que eu posso te ajudar?
-Como eu disse, ontem encontrei o diário da minha mãe, e fiquei sabendo que você e minha mãe se... Se gostavam, isso é verdade?
-Aqui em casa ninguém sabe disso. - Ela disse olhando pra escada para ver ser a filha não estava escutando.
-Então é verdade?
-É, mas sua mãe era casada, então ela decidiu se separar do seu pai pra ficar comigo.
-E o que aconteceu?
-Sua mãe um dia me chamou e disse que ia se separar pra ficar comigo, já estava tudo combinado, ela ia se separar ia pegar você e vir morar comigo. Mas antes que isso acontecesse, mataram ela.
-Mas ficou concluído que ela cometeu suicídio, não é?
-É, mas isso nunca me convenceu.
-Então você acha que alguém a matou?
-Acho não, tenho certeza. Ela amava demais a vida, amava demais você, para fazer uma coisa dessas.
-Você que conviveu com ela, ela falava se alguém a ameaçava?
-Quando você descobriu que sua mãe era homossexual?
-Ontem, meu pai me expulsou de casa por eu ser homossexual e quando eu fui pegar minhas coisas, eu achei o diário dela e li, ai hoje eu vim aqui.
-Então quer dizer que seu pai te expulsou?
-Pode-se dizer que sim. Você acha que foi meu pai a matou?
-Pra ser sincera eu acredito que sim, ela me falou várias vezes que o Edgard a ameaçava. Mas eu não posso acusá-lo, a única coisa que eu tenho certeza é que ela não se matou.
-Mas no diário ela dizia que ele a amava muito.
-Ela também me dizia isso. Mas eu fiquei tão abalada com a morte dela, que nem sei quem foi o assassino dela.
-Aquela moça é sua filha?
-É, depois de um ano, mais ou menos, eu conheci o pai da Isa, ela nasceu, mas na verdade, nunca esqueci a sua mãe. Depois dela, não consegui me apaixonar por mais ninguém. Nunca me recuperei da sua perda, nos primeiros anos eu tive até que fazer terapia.
-Pelo que eu li, vocês eram muito... Apaixonadas. – Era estranho dizer isso.
-Eu nunca gostei de ninguém além de sua mãe, ela era única.
-Você era amante da minha mãe?
-Não, ela disse que queria se separar do seu pai primeiro pra não ter peso na consciência, e estava certa, e eu estava disposta a esperá-la.
-Eu preciso da sua ajuda.
-Pra que?
-Eu quero descobrir o assassino da minha mãe, mas eu não sei nada dela.
-Se é pra encontrar o assassino dela eu ajudo, mas como você pretende fazer isso?
-Obrigada. Não sei, to pensando ainda. Mas então você acha mesmo que foi o meu pai que a matou?
-Como eu disse, sim. Ele até onde eu sei era o único que se opunha ao nosso relacionamento.
-Eu vou falar com ele.
-Rê, você está louca? - A Leandra falou, pela primeira vez, desde que chegamos.
-Lê, você tem uma idéia melhor? É o único jeito de saber mais alguma coisa.
-Eu vou com você.
-Lê, é melhor eu ir sozinha.
-Ela está certa, é melhor ela ir sozinha mesmo, ela é filha, vai ser mais fácil dele falar alguma coisa. - A Fabiana me apoiou.
-Tá, eu não vou entrar, mas vou ficar do lado de fora, te esperando.
-Tá, mas eu vou entrar sozinha. Então é melhor a gente ir andando. Obrigada por ter recebido a gente.
-Não tem nada, sempre que precisar agora você sabe onde me achar. Anota meu telefone, fica mais fácil da gente se falar.
-Tá me passa.
-Então, qualquer coisa me procura.
-Tchau, obrigada por tudo, qualquer novidade eu te aviso.
 
Enquanto estávamos indo em direção à casa do meu pai, fomos conversando.
-Rê, o que você achou dela? – Ela me perguntou
-Eu acho que a gente pode confiar nela, se minha mãe confiava, ela deve ser de confiança. – Respondi
-Espero que você esteja certa.
-Por quê? Você não achou ela de confiança? – Perguntei
-Não é isso, é que é um assunto muito delicado, e quero muito que você descubra o que aconteceu com sua mãe, espero que ela possa ajudar.
-Obrigada pela sua amizade, está sendo muito importante. Tão pouco tempo e você já ta me ajudando tanto, nem sei como agradecer.
-Está sendo muito mais pra mim.
-Por quê?
-Por que é muito bom poder ajudar uma amiga. – Disse sorrindo.
Quando estávamos em frente à casa do meu pai, eu falei para a Leandra:
-Bom, agora eu vou lá. Espero que consiga alguma coisa.
-Qualquer coisa eu vou estar aqui fora, me chama que eu vou ver o que está acontecendo.
-Pode deixar. Obrigada
 Eu toquei a campainha, meu pai abriu a porta, surpreso em me ver.
-O que você faz aqui? Veio pedir abrigo? - Debochou.
-Preciso falar com você, sobre minha mãe. - Avisei.
-Entra. - Disse, surpreso. - O que você quer saber?
-Sobre a morte dela.
-E porque se interessou por isso agora?
-Porque, eu descobri que quando ela morreu, estava pra se separar de você.
-Você já sabe tudo pelo visto.
-Sei que foi dito que foi suicídio, mas eu não acredito que foi isso o que aconteceu.
-Você acha o que?
-Que ela foi assassinada.
-E você acha que foi eu?
-Ela ia te trocar por uma mulher, e você não podia aceitar isso.
-Você não sabe o que está falando.
-Então porque você pediu pra minha madrinha me levar pra sair? Porque estava planejando alguma coisa.
-É, eu tava sim. Eu e sua mãe estávamos passando por problemas, então eu resolvi ter uma conversa com ela, pra tentar fazê-la mudar de idéia, mas quando eu cheguei a vi morta no quarto, com sangue na mão e uma faca na cabeça. Eu também não acredito que tenha sido suicídio, mas foi o que a policia disse.
-E porque você não foi atrás pra saber o que realmente aconteceu?
-Ir atrás do que? Eu não tinha nenhuma prova, não tinha nada, só você, que eu precisava criar.
-Você conhecia a mulher pela qual minha mãe ia te deixar?
-Conheço, ela e sua mãe faziam academia juntas, e ela sempre vinha aqui visitar sua mãe, até que ela levou sua mãe pra esse caminho.
-E porque quando você descobriu que eu sou homossexual disse que minha mãe ia ter vergonha de mim, etc.?
-Porque eu não acredito que ela ia me deixar pra ficar com a Fabiana, e pra mim é muito humilhante saber que ia ser trocado por uma mulher. A única coisa que eu posso dizer é que não matei sua mãe, não faria isso com a mulher mais importante da minha vida.
-Então quem pode ter feito isso com ela?
-Pra mim foi essa amante da sua mãe.
-Por quê?
-Porque ela ficava insistindo, ficava em cima, ela chegou a me mandar recados pra me afastar da Márcia, mas eu não dava ouvidos.
-Recados? Que tipo de recados?
-Dizia que era pra eu me afastar, senão ela ia ela mesma separar a gente, nem que para isso ela precisasse matar.
-E onde estão esses bilhetes?
-Eu joguei fora, não dava ouvidos a ela.
-E porque não guardou para mostrar pra mostra a policia?
-Porque eu não podia imaginar que fosse acontecer aquilo à sua mãe. Aonde você vai? - Perguntou, quando me viu sair andando.
-Já ouvi o suficiente, vou embora.
-Onde você está morando?
-Isso não é mais da sua conta.
-Mas você é minha filha.
-Mas você não é mais meu pai.
 Eu disse isso indo em direção à porta, e sai.

3 comentários:

  1. MEuu Ki Viciadaa!!!Pq Naõ entra no msn..maldade Pernudaa husauhsa

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  2. uuuuuu...Meu deus q rolo na historia amiga KKKK.;..ta mto legal esse suspence..Parabéns

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